Conflito iniciado por Putin já dura mais que a grande guerra que remodelou a Europa no século XX
A invasão russa da Ucrânia completou 1.570 dias nesta sexta-feira (12/6), superando a duração da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O presidente Vladimir Putin esperava uma operação militar rápida, mas o conflito se transformou em uma guerra de exaustão, com avanços lentos e pesadas perdas de ambos os lados.
No início, as tropas russas chegaram perto de Kiev, mas enfrentaram forte resistência ucraniana e tiveram que recuar. Desde então, o front se concentrou principalmente no leste do país, especialmente na região de Donbass.
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Especialistas comparam o atual conflito à Primeira Guerra Mundial pela dinâmica de guerra de posições e desgaste. Uma grande diferença é o uso intensivo de drones por ambos os lados, que criaram as chamadas “kill zones” (zonas da morte) — áreas de até 20-25 km onde o movimento de tropas se tornou extremamente perigoso.
Apesar das semelhanças, o historiador Christopher Clark alerta que as motivações de Putin remetem mais ao século XIX, ao considerar a Ucrânia como parte do território russo.
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Com as negociações de paz paralisadas, não há sinais de que o conflito esteja próximo do fim. As consequências já alteram o cenário geopolítico europeu, com ampliação da Otan e aumento dos gastos com defesa.
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