Ex-governador afirma que banco pediu para publicar balanço só após o pleito e cobra medidas imediatas
O pré-candidato ao governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) denunciou o que considera uma manobra política para adiar a crise do Banco de Brasília. Segundo ele, o BRB pediu para publicar o balanço somente depois das eleições. Arruda traduziu o pedido como uma tentativa de “empurrar com a barriga” e deixar o banco quebrar após o pleito.
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No vídeo, Arruda classificou a situação como uma vergonha. Ele afirmou que é possível salvar o BRB, mas que a atual gestão estaria optando por adiar o enfrentamento do problema. Entre as medidas que defende para recuperar a instituição estão o fechamento das 19 agências fora de Brasília, o fim de patrocínios a times de futebol, à Fórmula 1 e a salas VIP de autoridades, além da redução do tamanho do banco.
Arruda também propôs que o Fundo Centro-Oeste (FCO), de cerca de R$ 15 bilhões por ano, seja aplicado no BRB. Para ele, o banco público é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento econômico de Brasília e da região e precisa ser preservado. O ex-governador lamentou que as autoridades estejam “tapando o sol com a peneira” em vez de adotar medidas concretas.
Arruda afirma que o BRB pediu para publicar o balanço só depois das eleições e denuncia manobra para deixar o banco quebrar após o pleito.
A denúncia se soma ao quadro de dificuldades enfrentado pela instituição, que já envolveu operações com o Banco Master, uso de recursos do Caixa Único do GDF e cobranças do Banco Central. A decisão de adiar a divulgação do balanço reforça, segundo a oposição, a percepção de que o problema está sendo administrado sob lógica eleitoral.
O pré-candidato do PSD reforçou que a solução passa por enxugar a estrutura do banco e redirecionar recursos para fortalecer o patrimônio e a liquidez. Ao colocar o tema no centro do debate, Arruda tenta se posicionar como o nome disposto a enfrentar a crise do BRB de forma imediata, sem esperar o fim do calendário eleitoral.
A declaração amplia a pressão sobre a gestão atual e sobre o próprio banco. Enquanto a oposição cobra transparência e medidas de ajuste, o BRB permanece no centro de uma disputa política que mistura gestão financeira, uso de recursos públicos e estratégias de campanha. Arruda encerrou o posicionamento afirmando que é preciso salvar o BRB.
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