Urnas eletrônicas são aprovadas em teste de integridade realizado na CLDF no 2º turno
Auditoria da Justiça Eleitoral verificou o funcionamento de 20 urnas em diferentes locais do DF e confirmou a confiabilidade do sistema eletrônico de votação
O Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) concluiu, na tarde deste domingo (25), o teste de integridade das urnas eletrônicas do segundo turno das eleições. Na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), 16 urnas previamente sorteadas passaram pela verificação. Além delas, duas urnas foram testadas no Museu do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outras duas participaram do teste de integridade com biometria na Escola Canadense.
Como etapa preparatória do teste, antes do início das votações, técnicos da Justiça Eleitoral realizaram a impressão da zerésima de todas as urnas. Esse comprovante demonstra que os equipamentos não tinham votos registrados previamente. No relatório constam informações de identificação da urna, incluindo zona eleitoral, local de votação e seção correspondente. O documento também registra a quantidade de eleitores habilitados naquela seção, além da relação completa dos candidatos e seus respectivos números de votação.
“Concluídos os trabalhos da auditoria, a única divergência verificada foi um erro humano de digitação. Portanto, damos por encerrados os trabalhos com pleno êxito”, afirmou o presidente da Comissão de Votação Eletrônica, juiz de direito João Marcos Guimarães Silva. O trabalho da comissão foi acompanhado por representantes de organismos internacionais, incluindo a União Europeia.
No sábado (24), a CLDF e o TRE-DF realizaram uma audiência pública para o sorteio das urnas que passariam pelo teste de integridade. Representantes de partidos, federações, coligações e instituições da sociedade civil participaram do evento no plenário da Casa, acompanhando a definição das seções eleitorais cujas urnas foram selecionadas para a auditoria.
Após a chegada dos equipamentos à CLDF, ainda no sábado, o ambiente foi lacrado e permaneceu sem acesso até a retirada dos lacres pelo juiz eleitoral, às 6h30 de domingo. Todo o procedimento foi transmitido ao vivo pela TV Câmara Distrital.
O presidente da Comissão de Votação Eletrônica destacou o objetivo da audiência pública: “o teste de integridade visa demonstrar e provar que a contabilização e totalização dos votos das urnas é fiel, e o somatório representa a totalidade da verdade”. O magistrado explicou que o teste de autenticidade escolhe três urnas aleatórias entre as cerca de 7.000 sessões eleitorais de votações, e visa “demonstrar absoluta transparência com programas e softwares instalados”.
O presidente do TRE-DF, desembargador Ângelo Passareli, comentou sobre o processo democrático e confiabilidade das urnas. “O processo eletrônico é confiável, não somente as urnas. Nós temos, além das urnas, todo um sistema informatizado, que é exemplo para o mundo todo. Por antecipação, tentamos demonstrar ao povo brasileiro que o sistema eleitoral, compreendendo as urnas, é confiável. Os resultados dos testes estão demonstrando a vontade do povo, esse é o significado da democracia”, declarou.
Os testes
Os testes de integridade, de autenticidade e de integridade com biometria são procedimentos de auditoria realizados pela Justiça Eleitoral para verificar a segurança e a confiabilidade das urnas eletrônicas.
No teste de integridade, votos previamente registrados em cédulas de papel são digitados nas urnas sorteadas e, ao final, o resultado obtido é comparado com o esperado para comprovar a correta contabilização dos votos.
Já o teste de autenticidade verifica a integridade dos programas e sistemas instalados nas urnas, garantindo que os softwares utilizados são exatamente aqueles homologados pela Justiça Eleitoral.
Por sua vez, o teste de integridade com biometria segue a mesma lógica do teste de integridade, mas é realizado em ambiente escolar e conta com a participação voluntária de eleitores, que habilitam a urna por meio da identificação biométrica, reproduzindo de forma ainda mais fiel as condições reais de votação.
Christopher Gama e Ana Carolina Rubo (Sob supervisão de Ivan Iunes) – Agência CLDF
