terça-feira, maio 5, 2026

Proposta de criação de tabela para serviços de saúde repercute na sessão ordinária


Proposta de criação de tabela para serviços de saúde repercute na sessão ordinária

Parlamentares da base governista e da oposição ocuparam a tribuna para debater a proposta

A chegada à Câmara Legislativa de um projeto de lei, que institui a Tabela Diferenciada para Remuneração de Serviços Assistenciais de Saúde no Distrito Federal (Tabela SUS/DF), de autoria do Executivo, repercutiu na sessão ordinária desta terça-feira. Parlamentares da base governista e da oposição ocuparam a tribuna para debater a proposta, que, após acordo na reunião de líderes, deverá ser apreciado na próxima semana.

De acordo com o projeto, a Tabela será utilizada nas situações em que a “oferta de ações e serviços de saúde públicos próprios forem insuficientes e comprovada a impossibilidade de sua ampliação”.

Também serão remunerados pela Tabela SUS/DF as “ações e serviços de saúde executados pela iniciativa privada em razão de ordem judicial”. De acordo com o texto, o Executivo terá um prazo de 60 dias, a contar da publicação da nova Lei, para elaborar a Tabela SUS/DF e expedir normas complementares disciplinando a sua aplicação. 

Orçamento da saúde

A deputada Dayse Amarílio (PSB) chamou a atenção para o Orçamento destinado à saúde pública. Para ela, “saúde tem jeito, desde que seja prioridade no Orçamento”. A distrital manifestou “preocupação com o projeto apresentado pelo GDF” e ponderou que “interferências políticas podem beneficiar empresários da saúde”. Ela também criticou que a tabela de remuneração será elaborada posteriormente. “Como é que vai ser feita esta tabela? Brasília não pode ser comparada a um pequeno município, pois temos muitas especificidades. O que podemos fazer para melhorar o SUS? A saúde tem jeito, parece que o que não tem jeito é a política”, a parlamentar.

Para o deputado Jorge Vianna (Democrata), a discussão de propostas para a saúde deve ser despida de qualquer ideologia, pois “a bandeira da saúde é branca”. O distrital informou que o projeto do GDF é baseado num modelo já implementado em São Paulo para contratação de serviços suplementares para suprir as carências da rede pública. “Não existe hoje condições de atender toda a população com os equipamentos públicos existentes. A Celina Leão apresentou um projeto com esta ideia de criar uma tabela suplementar para atrair os hospitais privados para suprir as carências da rede pública. O valor na tabela pouco importa porque ela será baseada nas tabelas que já existem. Esse é um dos projetos mais interessantes que eu já vi para a saúde”, analisou Vianna.

O deputado Pepa (PP) salientou que quando o assunto é saúde “é importante fazer sempre o melhor’. Sobre o projeto, o distrital acredita que a iniciativa “vai beneficiar a comunidade que necessita de atendimento de saúde”. “Precisamos de mais profissionais para que lá na ponta a população não sofra”, completou ele. 

Já o deputado Chico Vigilante (PT) ponderou que o projeto da saúde acabou de chegar à Casa e salientou que a maioria dos distritais nem conhece o texto. No entanto, segundo ele, diante de “vários escândalos de corrupção na saúde no atual governo”, a proposta não pode ser analisada com pressa e deverá ser votada somente na próxima semana. “O que não queremos é fazer lambança e o líder do governo fez muito bem em concordar em adiar para a próxima semana”, justificou o deputado. 

O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) afirmou que “não dá para colocar nas costas da atual governadora todas as ações feitas pelo governador Ibaneis Rocha”. Para ele, a vice-governadoria tem limitações de atuação. “O governo da Celina começou agora e agora suas ações podem ser cobradas. E ela deixou claro que saúde será uma marca da gestão dela”, defendeu o parlamentar.



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Proposta de criação de tabela para serviços de saúde repercute na sessão ordinária

Parlamentares da base governista e da oposição ocuparam a tribuna para debater a proposta

A chegada à Câmara Legislativa de um projeto de lei, que institui a Tabela Diferenciada para Remuneração de Serviços Assistenciais de Saúde no Distrito Federal (Tabela SUS/DF), de autoria do Executivo, repercutiu na sessão ordinária desta terça-feira. Parlamentares da base governista e da oposição ocuparam a tribuna para debater a proposta, que, após acordo na reunião de líderes, deverá ser apreciado na próxima semana.

De acordo com o projeto, a Tabela será utilizada nas situações em que a “oferta de ações e serviços de saúde públicos próprios forem insuficientes e comprovada a impossibilidade de sua ampliação”.

Também serão remunerados pela Tabela SUS/DF as “ações e serviços de saúde executados pela iniciativa privada em razão de ordem judicial”. De acordo com o texto, o Executivo terá um prazo de 60 dias, a contar da publicação da nova Lei, para elaborar a Tabela SUS/DF e expedir normas complementares disciplinando a sua aplicação. 

Orçamento da saúde

A deputada Dayse Amarílio (PSB) chamou a atenção para o Orçamento destinado à saúde pública. Para ela, “saúde tem jeito, desde que seja prioridade no Orçamento”. A distrital manifestou “preocupação com o projeto apresentado pelo GDF” e ponderou que “interferências políticas podem beneficiar empresários da saúde”. Ela também criticou que a tabela de remuneração será elaborada posteriormente. “Como é que vai ser feita esta tabela? Brasília não pode ser comparada a um pequeno município, pois temos muitas especificidades. O que podemos fazer para melhorar o SUS? A saúde tem jeito, parece que o que não tem jeito é a política”, a parlamentar.

Para o deputado Jorge Vianna (Democrata), a discussão de propostas para a saúde deve ser despida de qualquer ideologia, pois “a bandeira da saúde é branca”. O distrital informou que o projeto do GDF é baseado num modelo já implementado em São Paulo para contratação de serviços suplementares para suprir as carências da rede pública. “Não existe hoje condições de atender toda a população com os equipamentos públicos existentes. A Celina Leão apresentou um projeto com esta ideia de criar uma tabela suplementar para atrair os hospitais privados para suprir as carências da rede pública. O valor na tabela pouco importa porque ela será baseada nas tabelas que já existem. Esse é um dos projetos mais interessantes que eu já vi para a saúde”, analisou Vianna.

O deputado Pepa (PP) salientou que quando o assunto é saúde “é importante fazer sempre o melhor’. Sobre o projeto, o distrital acredita que a iniciativa “vai beneficiar a comunidade que necessita de atendimento de saúde”. “Precisamos de mais profissionais para que lá na ponta a população não sofra”, completou ele. 

Já o deputado Chico Vigilante (PT) ponderou que o projeto da saúde acabou de chegar à Casa e salientou que a maioria dos distritais nem conhece o texto. No entanto, segundo ele, diante de “vários escândalos de corrupção na saúde no atual governo”, a proposta não pode ser analisada com pressa e deverá ser votada somente na próxima semana. “O que não queremos é fazer lambança e o líder do governo fez muito bem em concordar em adiar para a próxima semana”, justificou o deputado. 

O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) afirmou que “não dá para colocar nas costas da atual governadora todas as ações feitas pelo governador Ibaneis Rocha”. Para ele, a vice-governadoria tem limitações de atuação. “O governo da Celina começou agora e agora suas ações podem ser cobradas. E ela deixou claro que saúde será uma marca da gestão dela”, defendeu o parlamentar.



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