José Roberto Arruda voltou às ruas poucos dias após um procedimento médico e já retomou o ritmo intenso de agenda política, como se nada tivesse acontecido. Enquanto isso, os adversários continuam perdidos, sem estratégia clara e sem capacidade de construir uma narrativa minimamente crível contra ele.
O que se vê é um festival de tentativas frustradas. De um lado, apostam em narrativas de inelegibilidade que, até o momento, não encontram respaldo jurídico sólido. De outro, alimentam boatos e especulações que o próprio eleitor já aprendeu a desconsiderar. O resultado é previsível: Arruda circula, conversa com as pessoas, aparece em eventos e demonstra disposição, enquanto seus adversários parecem mais preocupados em tentar tirá-lo do jogo por vias laterais do que em apresentar qualquer alternativa política consistente.
A fragilidade dos opositores fica evidente. Não há um nome forte, uma candidatura consolidada nem uma mensagem que consiga furar o ruído e dialogar com o eleitorado que hoje olha para Arruda com curiosidade ou simpatia. Em vez disso, repetem a velha fórmula de tentar resolver a eleição no tapetão ou na base da desinformação — tática que, até agora, só tem servido para reforçar a imagem de quem realmente está no jogo.
Arruda, por sua vez, parece entender que o caminho para 2026 passa pelo voto e pela presença física nas ruas. Enquanto a oposição gasta energia tentando convencê-lo de que ele não pode disputar, ele simplesmente segue em frente, ocupando espaço e obrigando os adversários a reagirem ao seu ritmo, e não ao contrário.
O mais curioso é que, mesmo com todo o desgaste natural de quem já foi governador e carrega uma história controversa, Arruda consegue se manter como referência enquanto os adversários patinam sem conseguir construir uma alternativa minimamente competitiva. É como se o esforço de tentar pará-lo pela raiz estivesse, na prática, ajudando a mantê-lo no centro do debate.
Durmam com isso. Ou acordem e observem: quando adversários políticos não conseguem oferecer nem um nome viável nem uma narrativa crível, ela acaba transformando o principal adversário em protagonista — mesmo que ele esteja apenas fazendo o básico, que é circular e falar com as pessoas. E, no momento, é exatamente isso que está acontecendo no Distrito Federal.
