quarta-feira, maio 27, 2026

PF diz que BRB “não éra vítima” e que teve participação direta em fraudes do Master


Relatório enviado ao STF conclui que banco estatal não pode ser considerado vítima e manteve operações mesmo após saber de irregularidades.

A Polícia Federal (PF) concluiu que o Banco de Brasília (BRB) teve participação direta nas fraudes envolvendo o Banco Master. Em relatório sigiloso apresentado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirma que o BRB não pode ser tratado como vítima das irregularidades.

O documento foi elaborado no âmbito da investigação sobre o aporte de R$ 12 bilhões feito pelo BRB na compra de carteiras de crédito do Master. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira (26). O relatório foi enviado ao STF para subsidiar a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Leia mais:

De acordo com a PF, o BRB teve ciência das suspeitas de fraudes nas carteiras de crédito ainda no segundo semestre de 2024, quando as negociações tiveram início. Mesmo assim, o banco decidiu prosseguir com as transações. O relatório destaca que os gestores mantiveram a operação “contrariando a diligência exigida na gestão contratual”, mesmo após terem conhecimento formal do descumprimento de cláusulas contratuais, da inexistência de comprovantes de averbação e de diversas fragilidades operacionais.

O documento também aponta que o controle dos dados era feito de forma manual, por meio de planilhas Excel, o que revela fragilidades graves na operação do banco.

Leia mais:

A conclusão da PF contrasta com a narrativa inicial de que o BRB teria sido prejudicado pelo Master. Para os investigadores, o banco estatal participou ativamente do processo, mesmo com alertas sobre as irregularidades. O relatório reforça os elementos usados para justificar a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa.

O Metrópoles procurou o BRB para comentar o conteúdo do relatório, mas ainda não obteve resposta. Caso haja posicionamento, a matéria será atualizada.

A investigação sobre o caso Master e o BRB segue em curso tanto na Polícia Federal quanto no âmbito do Supremo Tribunal Federal. O episódio tem gerado forte repercussão política e econômica no Distrito Federal.

#metrópoles #bsbtimes #oxadrezdapolitica #brasiliaeumovo #jornalistaheliorosa #governomaster #brb #bancmaster #pf #stf #andremendonca #df



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Relatório enviado ao STF conclui que banco estatal não pode ser considerado vítima e manteve operações mesmo após saber de irregularidades.

A Polícia Federal (PF) concluiu que o Banco de Brasília (BRB) teve participação direta nas fraudes envolvendo o Banco Master. Em relatório sigiloso apresentado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirma que o BRB não pode ser tratado como vítima das irregularidades.

O documento foi elaborado no âmbito da investigação sobre o aporte de R$ 12 bilhões feito pelo BRB na compra de carteiras de crédito do Master. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira (26). O relatório foi enviado ao STF para subsidiar a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

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De acordo com a PF, o BRB teve ciência das suspeitas de fraudes nas carteiras de crédito ainda no segundo semestre de 2024, quando as negociações tiveram início. Mesmo assim, o banco decidiu prosseguir com as transações. O relatório destaca que os gestores mantiveram a operação “contrariando a diligência exigida na gestão contratual”, mesmo após terem conhecimento formal do descumprimento de cláusulas contratuais, da inexistência de comprovantes de averbação e de diversas fragilidades operacionais.

O documento também aponta que o controle dos dados era feito de forma manual, por meio de planilhas Excel, o que revela fragilidades graves na operação do banco.

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A conclusão da PF contrasta com a narrativa inicial de que o BRB teria sido prejudicado pelo Master. Para os investigadores, o banco estatal participou ativamente do processo, mesmo com alertas sobre as irregularidades. O relatório reforça os elementos usados para justificar a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa.

O Metrópoles procurou o BRB para comentar o conteúdo do relatório, mas ainda não obteve resposta. Caso haja posicionamento, a matéria será atualizada.

A investigação sobre o caso Master e o BRB segue em curso tanto na Polícia Federal quanto no âmbito do Supremo Tribunal Federal. O episódio tem gerado forte repercussão política e econômica no Distrito Federal.

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