O Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA), unidade do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), já alcançou resultados importantes na implantação do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). Houve uma padronização significativa dos procedimentos, maior controle documental e aprimoramento da rastreabilidade dos processos.
Esse processo foi fortalecido pela Portaria nº 01, de 5 de setembro de 2025, do DPT, que estabeleceu as diretrizes para a organização e documentação do Sistema de Gestão da Qualidade no âmbito do Departamento de Polícia Técnica da PCDF, consolidando uma cultura de excelência, melhoria contínua e conformidade com os padrões de qualidade aplicáveis à atividade pericial.
“O Sistema de Gestão da Qualidade representa um investimento permanente na excelência da atividade pericial. Ao fortalecer a padronização, a rastreabilidade e a melhoria contínua dos processos, o Departamento de Polícia Técnica amplia a confiabilidade da prova técnico-científica e entrega serviços cada vez mais seguros e eficientes à sociedade”, destaca o Diretor do Departamento de Polícia Técnica, Raimundo Cleverlande Alves de Melo.
Ao mesmo tempo, o IPDNA segue em amadurecimento do Sistema de Gestão da Qualidade, sempre com os objetivos da melhoria contínua dos processos e da busca por excelência. Ao longo deste processo, um dos principais desafios observados foi incorporar a qualidade à rotina diária do laboratório sem comprometer a produtividade e os prazos das demandas periciais. A formalização de processos, a manutenção dos registros e a rastreabilidade exigem dedicação contínua da equipe.
“Com estes avanços foram atendidos os requisitos de inclusão na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). A participação do IPDNA na RIBPG permite comparação de perfis em Bancos de Dados Nacionais, o que amplia a capacidade do IPDNA em responder às necessidades das investigações criminais”, destaca a perita médica-legista e Diretora-Adjunta do IPDNA Dra. Marinã Ramthum do Amaral.
Outro desafio é incorporar a mentalidade de que a Gestão de Qualidade é algo que pertence não apenas a um grupo de pessoas, mas a toda a equipe. Para que a Gestão de Qualidade funcione são necessários treinamentos e a conscientização de todos. A equipe deve entender que, embora às vezes possa haver um maior trabalho com registros e padronização no momento inicial, depois que as ferramentas de Gestão de Qualidade são implementadas, a padronização facilita o trabalho do Instituto como um todo e minimiza erros.
O SGQ traz mais consistência para o trabalho realizado. Quando os procedimentos são documentados, executados de forma padronizada e acompanhados por registros rastreáveis, reduz-se a possibilidade de falhas e aumenta-se a confiabilidade dos resultados. Na medida em que o Sistema de Gestão da Qualidade amadurece, os processos passam a funcionar como uma maior segurança também para a equipe que faz os exames e elabora os laudos. Com registros e protocolos padronizados evita-se o retrabalho ao longo das análises. Além disso, torna-se muito mais simples e eficiente defender os resultados obtidos diante de quaisquer eventuais questionamentos ou responder a quesitos encaminhados pela Justiça. Quando há padrões técnicos adotados pela equipe, o resultado passa a refletir não o trabalho de um indivíduo sozinho, mas o trabalho de todo o Instituto.
“A experiência do IPDNA mostra que a implantação do Sistema de Gestão da Qualidade é uma construção gradual, que exige envolvimento das equipes, padronização, controle documental e melhoria contínua. No âmbito do DPT/PCDF, o projeto busca consolidar uma cultura da qualidade nas unidades periciais, respeitando as especificidades de cada área e fortalecendo a confiabilidade da prova técnico-científica”, destaca a perita criminal Bárbara Elisa Pereira Alves, coordenadora do projeto de implantação do SGQ no DPT/PCDF.
Atualmente, a acreditação pela ISO/IEC 17025 é uma meta natural para o IPDNA e representa o reconhecimento formal da competência técnica do laboratório. Para alcançar esse objetivo, estão sendo ampliados investimentos em treinamento, infraestrutura, sistemas informatizados e recursos humanos. A acreditação exige que os processos estejam não apenas implementados, mas sustentados ao longo do tempo. Os benefícios são claros: maior confiabilidade dos resultados, fortalecimento da credibilidade institucional e alinhamento com os padrões adotados pelos principais laboratórios forenses do mundo.
Finalmente, o Sistema de Gestão da Qualidade permite identificar problemas, corrigir suas causas e evitar recorrências. Isso se reflete em melhoria contínua dos processos, o que fortalece a segurança técnica dos exames e tem por consequência uma maior robustez dos
resultados produzidos pelo Instituto. A busca pela exatidão, precisão, rastreabilidade e melhoria contínua não é responsabilidade exclusiva dos gestores da qualidade. Cada profissional contribui para a qualidade quando executa suas atividades de forma criteriosa, registra adequadamente suas ações e busca aperfeiçoar os processos sob sua responsabilidade.
“Para quem está começando a estruturação de um Sistema de Gestão da Qualidade, é importante pensar que o sistema não nasce pronto. Na maioria dos casos, o Sistema de Gestão da Qualidade se constrói gradualmente. É uma caminhada longa, em que se dá um passo de cada vez. No início do processo é comum que algumas metas pareçam inalcançáveis. Mas com persistência e com melhoria progressiva dos processos, os objetivos são gradualmente atingidos e os resultados aparecem. Gastos com qualidade são investimentos. Em um laboratório forense, o custo de prevenir erros é sempre menor do que o custo de corrigi-los. Um resultado equivocado pode comprometer uma investigação, gerar retrabalho, afetar a credibilidade institucional e, em casos extremos, contribuir para a responsabilização indevida de um inocente. Por isso, investir em qualidade é investir na confiabilidade da prova pericial e no fortalecimento das investigações, o que impacta diretamente nos indicadores e nas metas do Planejamento Estratégico da PCDF e proporciona segurança pública com excelência e credibilidade institucional”, ressalta a perita médica-legista e Diretora-Adjunta do IPDNA Dra. Marinã Ramthum do Amaral.
Assessoria de Comunicação – PCDF
PCDF, excelência na investigação
