terça-feira, outubro 20, 2026

Lula usa narrativas sobre sigilos e Bolsa Família para tentar inverter vantagem de Flávio


Campanha petista mira discurso anticorrupção e resgata falas antigas do senador sobre o benefício

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta no desafio da abertura dos sigilos bancário e telefônico e no resgate de falas antigas do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o Bolsa Família para pressionar o adversário na reta final da eleição. A ofensiva busca confrontar o discurso anticorrupção do candidato do PL e colocar em dúvida sua promessa de ajuste fiscal sem perda de benefícios sociais. Sem uma bala de prata até aqui que possa garantir uma virada no segundo turno, a estratégia petista busca emparedar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que saiu à frente nas urnas.

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Os temas passaram a ser explorados pela militância petista nas redes sociais. As expressões “Lula abriu o sigilo, Flávio arregou” e “Bolsa Família só com Lula” ficaram entre os assuntos mais citados nesta segunda-feira (19/10), seguindo as orientações do deputado federal André Janones (Rede-MG) no canal “Exército do Lula” no WhatsApp. No caso dos sigilos, Lula tenta manter a cobrança iniciada no debate da Band, no domingo (18), quando propôs que os dois candidatos, que trocaram acusações de corrupção, abrissem seus dados e os de suas famílias antes da eleição.

No confronto na TV, Flávio questionou a relação da lobista Roberta Luchsinger com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os dois são investigados em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência. Por sua vez, o presidente reagiu pedindo que o senador explicasse o destino de R$ 134 milhões pedidos por ele ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato do PL é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no inquérito que apura o caso. “Eu abro da minha família e você abre da sua”, disse o presidente no debate.

Lula afirmou que entregará à Justiça Eleitoral nesta terça-feira (20) uma autorização para a abertura do sigilo bancário dele e de seus cinco filhos e desafiou Flávio a fazer o mesmo.

Flávio não respondeu na hora, mas, ao fim do programa, ironizou o desafio ao mencionar o sigilo telefônico. “Ele propõe a abertura, a quebra do sigilo telefônico, quando ele não tem celular”, afirmou, dizendo que seus bens estão declarados à Receita Federal. A campanha de Lula viu na reação do senador uma oportunidade de pressão e o presidente dobrou a aposta nesta segunda-feira. Flávio não respondeu à provocação do presidente até o final da noite desta segunda-feira. Aliados prometem uma reação e sabem que o tema deve ser explorado no debate da Globo marcado para a próxima sexta-feira (23).

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Em outra frente, a campanha do PT usou uma declaração da coordenadora de temas econômicos de Flávio, Daniella Marques, sobre regra de transição de dois anos no Bolsa Família para voltar a associar o candidato do PL a uma ameaça à perda de benefícios. Aliados de Lula passaram a apresentar o prazo como uma intenção de encerrar o pagamento em dois anos, embora a proposta trate da manutenção da proteção após o aumento da renda. Daniella reagiu e afirmou que o Bolsa Família já tem prazo de continuidade de um ano no governo Lula. Flávio também foi às redes para negar que pretenda acabar com o benefício. A militância petista resgatou manifestações antigas de Flávio com críticas ao programa. Em uma publicação de 24 de novembro de 2011, o então deputado estadual no Rio de Janeiro chama o programa de distribuição de renda do estado de “bolsa-farelo”. As postagens foram apagadas. A campanha do candidato do PL não se manifestou sobre a exclusão do conteúdo.

#Lula #FlavioBolsonaro #BolsaFamilia #SigiloBancario #Eleicoes2026 #PT



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Campanha petista mira discurso anticorrupção e resgata falas antigas do senador sobre o benefício

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta no desafio da abertura dos sigilos bancário e telefônico e no resgate de falas antigas do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o Bolsa Família para pressionar o adversário na reta final da eleição. A ofensiva busca confrontar o discurso anticorrupção do candidato do PL e colocar em dúvida sua promessa de ajuste fiscal sem perda de benefícios sociais. Sem uma bala de prata até aqui que possa garantir uma virada no segundo turno, a estratégia petista busca emparedar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que saiu à frente nas urnas.

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Os temas passaram a ser explorados pela militância petista nas redes sociais. As expressões “Lula abriu o sigilo, Flávio arregou” e “Bolsa Família só com Lula” ficaram entre os assuntos mais citados nesta segunda-feira (19/10), seguindo as orientações do deputado federal André Janones (Rede-MG) no canal “Exército do Lula” no WhatsApp. No caso dos sigilos, Lula tenta manter a cobrança iniciada no debate da Band, no domingo (18), quando propôs que os dois candidatos, que trocaram acusações de corrupção, abrissem seus dados e os de suas famílias antes da eleição.

No confronto na TV, Flávio questionou a relação da lobista Roberta Luchsinger com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os dois são investigados em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência. Por sua vez, o presidente reagiu pedindo que o senador explicasse o destino de R$ 134 milhões pedidos por ele ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato do PL é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no inquérito que apura o caso. “Eu abro da minha família e você abre da sua”, disse o presidente no debate.

Lula afirmou que entregará à Justiça Eleitoral nesta terça-feira (20) uma autorização para a abertura do sigilo bancário dele e de seus cinco filhos e desafiou Flávio a fazer o mesmo.

Flávio não respondeu na hora, mas, ao fim do programa, ironizou o desafio ao mencionar o sigilo telefônico. “Ele propõe a abertura, a quebra do sigilo telefônico, quando ele não tem celular”, afirmou, dizendo que seus bens estão declarados à Receita Federal. A campanha de Lula viu na reação do senador uma oportunidade de pressão e o presidente dobrou a aposta nesta segunda-feira. Flávio não respondeu à provocação do presidente até o final da noite desta segunda-feira. Aliados prometem uma reação e sabem que o tema deve ser explorado no debate da Globo marcado para a próxima sexta-feira (23).

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