quinta-feira, maio 21, 2026

Despesa, Celina não se corta com decreto, se corta com ação. E as suas não correspondem ao discurso


Há uma semana e pouco, Celina Leão assinou um decreto pomposo para “diminuir o rombo orçamentário” que já caminha para os R$ 6 bilhões. Falou em cortar aluguéis, reduzir gastos, apertar o cinto. Hoje, em entrevista ao Metrópoles, posou de gestora responsável e ainda soltou a pérola: “nós temos servidores demais”.

Concordamos, dona Celina. O problema é que você é uma das responsáveis por esse inchaço.

Olha os números crus da sua própria Vice-Governadoria/Governadoria:

  • 2023 (quando você assumiu como vice): 202 servidores
  • 2024: 234
  • 2025: 255
  • 2026 (fevereiro, já como governadora): 393 servidores

Para comparar: no final da gestão anterior, o mesmo gabinete tinha apenas 131 servidores em 2019.

Ou seja: em três anos você quase triplicou o tamanho da sua estrutura.

E o mais curioso: quando virou governadora, em vez de transferir o pessoal da vice para o gabinete principal e enxugar, ela mantém dois gabinetes lotados — o da vice-governadoria funcionando a pleno vapor + o da governadoria inchado. Duas máquinas, dois times, duas contas. Tudo pago com dinheiro público.

Decreto bonito no papel. Realidade inflada na prática.

Enquanto ela posa de “choque de gestão” e fala em cortar gastos, o próprio gabinete dela cresce como bola de neve. Fala que tem servidor demais, mas contrata mais. Fala em austeridade, mas mantém duas estruturas paralelas.

Não adianta assinar decreto se a primeira tesoura não corta dentro da própria casa.

Durmam com isso. Ou acordem e observem: quando a governadora que promete cortar gastos é a mesma que triplicou o tamanho do próprio gabinete, o discurso de “arrumar a casa” vira piada.

O rombo não vai embora com decreto. Vai embora com exemplo. E o exemplo, dona Celina, está faltando.



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Há uma semana e pouco, Celina Leão assinou um decreto pomposo para “diminuir o rombo orçamentário” que já caminha para os R$ 6 bilhões. Falou em cortar aluguéis, reduzir gastos, apertar o cinto. Hoje, em entrevista ao Metrópoles, posou de gestora responsável e ainda soltou a pérola: “nós temos servidores demais”.

Concordamos, dona Celina. O problema é que você é uma das responsáveis por esse inchaço.

Olha os números crus da sua própria Vice-Governadoria/Governadoria:

  • 2023 (quando você assumiu como vice): 202 servidores
  • 2024: 234
  • 2025: 255
  • 2026 (fevereiro, já como governadora): 393 servidores

Para comparar: no final da gestão anterior, o mesmo gabinete tinha apenas 131 servidores em 2019.

Ou seja: em três anos você quase triplicou o tamanho da sua estrutura.

E o mais curioso: quando virou governadora, em vez de transferir o pessoal da vice para o gabinete principal e enxugar, ela mantém dois gabinetes lotados — o da vice-governadoria funcionando a pleno vapor + o da governadoria inchado. Duas máquinas, dois times, duas contas. Tudo pago com dinheiro público.

Decreto bonito no papel. Realidade inflada na prática.

Enquanto ela posa de “choque de gestão” e fala em cortar gastos, o próprio gabinete dela cresce como bola de neve. Fala que tem servidor demais, mas contrata mais. Fala em austeridade, mas mantém duas estruturas paralelas.

Não adianta assinar decreto se a primeira tesoura não corta dentro da própria casa.

Durmam com isso. Ou acordem e observem: quando a governadora que promete cortar gastos é a mesma que triplicou o tamanho do próprio gabinete, o discurso de “arrumar a casa” vira piada.

O rombo não vai embora com decreto. Vai embora com exemplo. E o exemplo, dona Celina, está faltando.



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