terça-feira, abril 14, 2026

Deputada Rosângela Rezende homenageou nesta 3ª-feira profissionais que contribuem para a inclusão de pessoas autistas


A deputada Rosângela Rezende (Agir) realizou na manhã desta terça-feira, 14, sessão solene em homenagem a profissionais que contribuem para a inclusão de pessoas autistas e colaboram com o avanço social e a construção de uma sociedade mais justa. O evento teve lugar no Plenário Iris Rezende da Casa de Leis e os homenageados receberam o Certificado do Mérito Legislativo.

Além da parlamentar, participaram da mesa diretiva: o presidente do Instituto Felipe Moura, José Augusto Ribeiro de Moura; a presidente do Instituto dos Raros, Christiane de Faria Toledo da Silveira; o biólogo geneticista Ricardo Goulart Rodovalho; e a presidente do Movimento Famílias de Autistas de Aparecida de Goiânia, Polyana Teixeira. 

A legisladora, em seu discurso, externou a alegria por estar com os presentes e reafirmou que a homenagem é um reconhecimento necessário a quem dedica sua vida a fazer a diferença na causa autista. “Este é, acima de tudo, um espaço para escutar, aprender e, principalmente, agir. Por que existem vivências que nem sempre são visíveis, mas que são profundamente reais. E essas vivências exigem de todos nós, sociedade e poder público, mais responsabilidade, mais sensibilidade e mais compromisso.”

A deputada ressaltou que seu papel, enquanto poder público, não é falar por ninguém, mas sim garantir que existam políticas públicas que respeitem, acolham e deem condições para que cada pessoa viva com dignidade, autonomia e oportunidades. “Reconhecemos pessoas que escolheram não ignorar essa realidade. Pessoas que decidiram agir. Que estão no dia a dia, acolhendo famílias, construindo caminhos, criando soluções e dando voz a uma causa que precisa, cada vez mais, de visibilidade e seriedade.”

A parlamentar lembrou que já destinou mais de R$ 600 mil em emendas voltadas à causa, apoiando instituições que são fundamentais nesse trabalho. “Além disso, seguimos avançando também no campo legislativo, com iniciativas que valorizam a neurodiversidade e ampliam a conscientização. Criamos a frente parlamentar em defesa dos direitos da pessoa autista e instituímos o Dia Estadual do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho.”

Ao concluir, Rosângela Rezende reafirmou o compromisso de  continuar ouvindo, dialogando e construindo junto com a comunidade autista. “Ninguém melhor do que quem vive, trabalha e atua na causa para apontar os caminhos. E o nosso papel é esse: estar presente, explorar possibilidades e transformar essa escuta em ação.”

Alteração genética

Presidente do Instituto dos Raros, Christiane de Faria Toledo da Silveira afirmou que o autismo é um grande desafio para a sociedade moderna, que vem adquirindo um olhar diferente dos antepassados. Para trabalhar com o autismo, disse, nada melhor do que estar cercada por uma equipe multiprofissional. Ela lembrou que o autismo está associado a uma alteração genética e não vem desacompanhado, pois sempre está associado com alguma outra alteração, normalmente alguma síndrome. 

Professora de Matemática da Universidade Federal de Goiás (UFG), Sulamita Sousa Silva destacou os desafios enfrentados dentro e fora do ambiente acadêmico, reforçando a necessidade de mais informação, acolhimento e políticas de inclusão. Diagnosticada há dois anos, a docente afirma que a descoberta veio a partir da observação do próprio filho, também autista. Segundo ela, o diagnóstico foi um marco de compreensão sobre experiências vividas ao longo da vida, muitas delas marcadas por sobrecarga emocional, crises de ansiedade e dificuldades de adaptação em ambientes pouco acessíveis.

A acadêmica chamou atenção para a invisibilidade do autismo em adultos, especialmente nos casos de nível 1 de suporte, frequentemente classificados como “funcionais”. “O fato de a pessoa conseguir desempenhar suas funções não significa ausência de dificuldades. Existe um custo alto por trás dessa adaptação constante”, pontuou.

Aplicativos

Myriam Cerqueira, cofundadora da organização Emotrack, disse que fará o lançamento de um aplicativo que chega para auxiliar mães de autistas e profissionais. “Ele é gratuito e pode ser testado por qualquer pessoa que tenha interesse em se aprofundar no mundo neurodivergente”.

A proposta é que seu conteúdo possa trazer insights e identificar não somente o autismo, mas também compreender qual é o nível do autismo. 

O presidente do Instituto Felipe Moura, José Augusto Ribeiro de Moura, apresentou um novo aplicativo voltado à identificação precoce do autismo, desenvolvido a partir da sua própria experiência como pai. Segundo ele, o diagnóstico do filho só foi confirmado aos 4 anos, o que motivou a criação da ferramenta.O aplicativo Nexisx utiliza inteligência artificial para realizar triagens iniciais acessíveis, com possibilidade de identificação de sinais já a partir dos 16 meses de idade. A proposta é reduzir o tempo médio de diagnóstico no Brasil e ampliar o acesso das famílias a informações e encaminhamentos.

Além da triagem, a plataforma reúne serviços como telemedicina, acompanhamento multiprofissional e suporte às famílias, com foco em oferecer um atendimento mais integrado. Segundo Moura, a iniciativa busca contribuir para a causa autista por meio da tecnologia e da informação, facilitando o diagnóstico e o acesso ao tratamento adequado.

Biólogo e geneticista, Ricardo Goulart Rodovalho explicou como foi criado o aplicativo Nexisx, que num segundo momento vai contar também com a contribuição da genética para pacientes que tiverem essa indicação. Ele afirmou que por ter um componente genético muito forte, o paciente tem uma alteração genética vinculada às condições manifestadas. Por isso, através do sequenciamento em larga escala é possível investigar exatamente qual foi a alteração genética específica em cada caso, sendo possível estabelecer a etiologia. Tudo isso favorece o diagnóstico preciso e afasta outras condições que acompanham o autismo. 

Apoio 

Em pronunciamento em nome do todos os homanegados, a presidente do Movimento Famílias de Autistas de Aparecida de Goiânia, Polyana Teixeira, destacou a necessidade de políticas públicas que atendam não apenas pessoas autistas, mas também suas famílias. Ela apontou a sobrecarga enfrentada por cuidadores e as dificuldades no acesso a serviços como terapias e atendimento especializado, apesar dos direitos já garantidos em lei, e  apresentou o projeto Cuidar de Quem Cuida, que oferece suporte jurídico, psicológico e incentivo à geração de renda para famílias atípicas.

Para encerrar, ela defendeu ações que contemplem toda a trajetória da pessoa autista, da infância à vida adulta, com foco em inclusão e dignidade.



Source link


A deputada Rosângela Rezende (Agir) realizou na manhã desta terça-feira, 14, sessão solene em homenagem a profissionais que contribuem para a inclusão de pessoas autistas e colaboram com o avanço social e a construção de uma sociedade mais justa. O evento teve lugar no Plenário Iris Rezende da Casa de Leis e os homenageados receberam o Certificado do Mérito Legislativo.

Além da parlamentar, participaram da mesa diretiva: o presidente do Instituto Felipe Moura, José Augusto Ribeiro de Moura; a presidente do Instituto dos Raros, Christiane de Faria Toledo da Silveira; o biólogo geneticista Ricardo Goulart Rodovalho; e a presidente do Movimento Famílias de Autistas de Aparecida de Goiânia, Polyana Teixeira. 

A legisladora, em seu discurso, externou a alegria por estar com os presentes e reafirmou que a homenagem é um reconhecimento necessário a quem dedica sua vida a fazer a diferença na causa autista. “Este é, acima de tudo, um espaço para escutar, aprender e, principalmente, agir. Por que existem vivências que nem sempre são visíveis, mas que são profundamente reais. E essas vivências exigem de todos nós, sociedade e poder público, mais responsabilidade, mais sensibilidade e mais compromisso.”

A deputada ressaltou que seu papel, enquanto poder público, não é falar por ninguém, mas sim garantir que existam políticas públicas que respeitem, acolham e deem condições para que cada pessoa viva com dignidade, autonomia e oportunidades. “Reconhecemos pessoas que escolheram não ignorar essa realidade. Pessoas que decidiram agir. Que estão no dia a dia, acolhendo famílias, construindo caminhos, criando soluções e dando voz a uma causa que precisa, cada vez mais, de visibilidade e seriedade.”

A parlamentar lembrou que já destinou mais de R$ 600 mil em emendas voltadas à causa, apoiando instituições que são fundamentais nesse trabalho. “Além disso, seguimos avançando também no campo legislativo, com iniciativas que valorizam a neurodiversidade e ampliam a conscientização. Criamos a frente parlamentar em defesa dos direitos da pessoa autista e instituímos o Dia Estadual do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho.”

Ao concluir, Rosângela Rezende reafirmou o compromisso de  continuar ouvindo, dialogando e construindo junto com a comunidade autista. “Ninguém melhor do que quem vive, trabalha e atua na causa para apontar os caminhos. E o nosso papel é esse: estar presente, explorar possibilidades e transformar essa escuta em ação.”

Alteração genética

Presidente do Instituto dos Raros, Christiane de Faria Toledo da Silveira afirmou que o autismo é um grande desafio para a sociedade moderna, que vem adquirindo um olhar diferente dos antepassados. Para trabalhar com o autismo, disse, nada melhor do que estar cercada por uma equipe multiprofissional. Ela lembrou que o autismo está associado a uma alteração genética e não vem desacompanhado, pois sempre está associado com alguma outra alteração, normalmente alguma síndrome. 

Professora de Matemática da Universidade Federal de Goiás (UFG), Sulamita Sousa Silva destacou os desafios enfrentados dentro e fora do ambiente acadêmico, reforçando a necessidade de mais informação, acolhimento e políticas de inclusão. Diagnosticada há dois anos, a docente afirma que a descoberta veio a partir da observação do próprio filho, também autista. Segundo ela, o diagnóstico foi um marco de compreensão sobre experiências vividas ao longo da vida, muitas delas marcadas por sobrecarga emocional, crises de ansiedade e dificuldades de adaptação em ambientes pouco acessíveis.

A acadêmica chamou atenção para a invisibilidade do autismo em adultos, especialmente nos casos de nível 1 de suporte, frequentemente classificados como “funcionais”. “O fato de a pessoa conseguir desempenhar suas funções não significa ausência de dificuldades. Existe um custo alto por trás dessa adaptação constante”, pontuou.

Aplicativos

Myriam Cerqueira, cofundadora da organização Emotrack, disse que fará o lançamento de um aplicativo que chega para auxiliar mães de autistas e profissionais. “Ele é gratuito e pode ser testado por qualquer pessoa que tenha interesse em se aprofundar no mundo neurodivergente”.

A proposta é que seu conteúdo possa trazer insights e identificar não somente o autismo, mas também compreender qual é o nível do autismo. 

O presidente do Instituto Felipe Moura, José Augusto Ribeiro de Moura, apresentou um novo aplicativo voltado à identificação precoce do autismo, desenvolvido a partir da sua própria experiência como pai. Segundo ele, o diagnóstico do filho só foi confirmado aos 4 anos, o que motivou a criação da ferramenta.O aplicativo Nexisx utiliza inteligência artificial para realizar triagens iniciais acessíveis, com possibilidade de identificação de sinais já a partir dos 16 meses de idade. A proposta é reduzir o tempo médio de diagnóstico no Brasil e ampliar o acesso das famílias a informações e encaminhamentos.

Além da triagem, a plataforma reúne serviços como telemedicina, acompanhamento multiprofissional e suporte às famílias, com foco em oferecer um atendimento mais integrado. Segundo Moura, a iniciativa busca contribuir para a causa autista por meio da tecnologia e da informação, facilitando o diagnóstico e o acesso ao tratamento adequado.

Biólogo e geneticista, Ricardo Goulart Rodovalho explicou como foi criado o aplicativo Nexisx, que num segundo momento vai contar também com a contribuição da genética para pacientes que tiverem essa indicação. Ele afirmou que por ter um componente genético muito forte, o paciente tem uma alteração genética vinculada às condições manifestadas. Por isso, através do sequenciamento em larga escala é possível investigar exatamente qual foi a alteração genética específica em cada caso, sendo possível estabelecer a etiologia. Tudo isso favorece o diagnóstico preciso e afasta outras condições que acompanham o autismo. 

Apoio 

Em pronunciamento em nome do todos os homanegados, a presidente do Movimento Famílias de Autistas de Aparecida de Goiânia, Polyana Teixeira, destacou a necessidade de políticas públicas que atendam não apenas pessoas autistas, mas também suas famílias. Ela apontou a sobrecarga enfrentada por cuidadores e as dificuldades no acesso a serviços como terapias e atendimento especializado, apesar dos direitos já garantidos em lei, e  apresentou o projeto Cuidar de Quem Cuida, que oferece suporte jurídico, psicológico e incentivo à geração de renda para famílias atípicas.

Para encerrar, ela defendeu ações que contemplem toda a trajetória da pessoa autista, da infância à vida adulta, com foco em inclusão e dignidade.



Source link

More articles

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Latest article