Durante a Ordem do Dia da sessão ordinária desta quinta-feira, 13, a deputada Bia de Lima (PT) abordou a proposta apresentada pelo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), aos servidores administrativos da rede municipal de Educação. Segundo a parlamentar, a proposta prevê reajuste de 5,4% nos vencimentos da categoria e em benefícios como a gratificação de regência de classe, o auxílio-locomoção e a gratificação pelo exercício de atividades de pesquisa, capacitação e técnico-educacionais especializadas.
A parlamentar disse que a categoria rejeitou a proposta por considerar que o cronograma de implementação, que se estende até 2030, ultrapassa o período da atual gestão municipal. A proposta prevê porcentuais de progressão horizontal que variam de 1,6% a 2% e progressão vertical de 8% a 12%.
Lima relatou que as negociações ocorreram ao longo do ano, inclusive nos meses de julho e agosto, com tentativas de melhorar os termos apresentados pela prefeitura. A parlamentar afirmou que houve insistência para que as medidas fossem cumpridas ainda durante a gestão do atual prefeito, mas a solicitação não foi aceita. Em assembleia realizada no auditório da Alego, os servidores utilizaram votação por QR Code e, segundo Bia, mais de 60% rejeitaram a proposta e aprovaram a greve dos administrativos a partir da próxima segunda-feira.
A deputada destacou que a paralisação é específica dos servidores administrativos da Educação e não envolve os professores. Entre as reivindicações da categoria estão a convocação de concursados que aguardam nomeação e a realização de processo seletivo para ampliar o quadro de profissionais.
Bia de Lima também apontou a sobrecarga enfrentada pelos administrativos, que, segundo ela, estariam desempenhando funções que deveriam ser distribuídas entre mais trabalhadores.
A legisladora mencionou a preocupação dos servidores com uma possível privatização do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas), além de outras pautas que permanecem nas negociações. A parlamentar afirmou que as tratativas devem continuar e que, diante de uma nova proposta, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) poderá convocar outra assembleia para que a categoria avalie os novos termos.
