Celina Leão, a moça que pintou o Ipêzinho amarelo do Ibaneis de de roxo, resolveu jogar mais uma pincelada de tinta na cara do ex-chefe: mandou para a CLDF projeto de lei para revogar a Lei que autorizou o BRB a comprar o Banco Master.
Sério?
A operação já foi barrada pelo Banco Central, o Master está liquidado, a PF e o STF investigam a fraude bilionária, o rombo no BRB é público e notório, e a lei que ela quer revogar hoje já está mais morta que o negócio que autorizava.
Então qual é o sentido disso?
Nenhum. Zero. Nadica de nada.
É exatamente como criar uma lei para revogar a lei da gravidade. A Câmara aprova correndo, todo mundo bate palma, e no dia seguinte a maçã continua caindo na cabeça de Newton. A lei que ela quer revogar já não vale mais nada — o BC enterrou a operação, o mercado riu, e o prejuízo já está contabilizado no bolso do contribuinte.
Pra quê então esse projeto em regime de urgência?
Factóide puro.
Pra sair na manchete dizendo “Celina age contra o escândalo do Master”. Pra tentar colar a narrativa de que “foi o Ibaneis que fez, eu não fui”. Pra fingir que ela não estava lá, no gabinete ao lado, como vice-governadora durante sete anos e quatro meses, participando ativamente de “nosso governo”.
Conversa fiada.
Ela sabia. Todo mundo sabia. A tramitação foi tão rápida na Câmara que até o ar condicionado ficou sem fôlego. E agora ela quer posar de justiceira que chegou para consertar o que ajudou a construir.
Não é só o ipê, Ibaneis também deve estar roxo de raiva.
Durmam com isso. Ou acordem e observem: quando uma governadora precisa revogar uma lei que já morreu, que já foi rejeitada pelo Banco Central e que já virou caso de polícia, não está governando. Está fazendo teatro de quinta categoria para tentar se descolar do próprio passado.
O povo não é besta. E o Ipêzinho roxo não engana ninguém.
