Ao fazer uso da palavra, a propositora da solenidade na manhã desta terça-feira, 5, deputada Bia de Lima (PT), iniciou agradecendo a participação dos trabalhadores e cumprimentou a todos da mesa diretiva. A sessão solene de hoje é em homenagem ao Dia do Trabalhador, celebrado em 1° de maio.
“É muito de orgulho e satisfação poder representar trabalhadores e trabalhadoras e, aqui, aproveitando o mandato de deputada estadual, para realizar essas homenagens que são necessárias a quem luta, trabalha e se dedica tanto no dia a dia”, disse a legisladora.
A deputada destacou que o Brasil vive uma divisão de classes marcada pelo radicalismo, pelo ódio e pelo preconceito. “Avançamos muito, e não tínhamos o hábito de presenciar esse tipo de comportamento no Brasil. No entanto, infelizmente, o direito democrático de as pessoas terem suas opiniões, suas ideologias e seus pensamentos respeitados tem sido, nos dias de hoje, motivo de preocupação para muitos de nós”, afirmou, reiterando que o direito dos trabalhadores de terem opinião, de verem respeitados seus desejos, suas crenças, sua fé, suas ideias e seu pensamento é algo do qual nunca se pode abrir mão.
Defesa das mulheres
A parlamentar falou sobre pautas que defende na Assembleia, em detaque, a da defesa das mulheres. Disse que, com o avanço da educação e da participação feminina, já teria sido superada uma realidade que causava medo, angústia e até depressão. “Mas, infelizmente, isso ainda não aconteceu. Goiás ainda é um dos estados que mais mata mulheres. Não podemos achar isso normal. Não podemos nos conformar com esses números.”
Ela também discorreu sobre a questão da representatividade na política. Essa desigualdade, disse, é evidente na política: “Dos 41 deputados da Assembleia, apenas quatro são mulheres. Precisamos mudar essa realidade. Mesmo sendo mais de 50% do eleitorado, muitas vezes ainda escolhemos votar em homens, inclusive em homens que não nos representam.”
A deputada também falou que além de dar destaque às mulheres que estão na política é preciso lutar e apoiar uma pauta importante que tramita no Congresso Nacional, sobre mudança do regime de trabalho. Disse que é preciso aprovar o fim da escala 6×1, especialmente para as mulheres. Essa escala, elmbrou, prevê apenas um dia de folga, muito pouco.
Segundo Bia, para as mulheres trabalhadoras, esse dia é dedicado a lavar roupa, cuidar da casa, acompanhar as tarefas dos filhos, fazer compras e resolver inúmeras demandas acumuladas. Lembrou que já houve conquistas importantes no passado, como o fim de atividades obrigatórias aos sábados em algumas categorias, fruto de muita luta sindical. “Precisamos avançar mais. É fundamental que o Congresso avance nessa pauta e aprove propostas que garantam melhores condições de trabalho, como a redução da jornada e o fim da escala 6×1”, firmou, reforçando que essa é uma luta fundamental para todos os trabalhadores.
Após a fala de Bia de Lima foi apresentado um vídeo institucional em homenagem aos trabalhadores presentes na solenidade desta manhã no Plenário Iris Rezende.
