Categoria acusa presidente do Senado de “segurar uma greve nacional no teu nome”
A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) voltou a ameaçar uma greve nacional dos caminhoneiros caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não paute para votação a Medida Provisória do Frete até o dia 16 de julho. A entidade afirma que, sem a aprovação, a MP caduca e perde seus efeitos, o que representa um retrocesso para a categoria.
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A MP do Frete foi editada pelo governo federal em março para reforçar o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário. O texto busca garantir que os transportadores recebam um valor mínimo justo pelo serviço, evitando que grandes contratantes imponham fretes abaixo do custo real de operação. Sem a votação no Senado, a medida deixa de vigorar e os caminhoneiros perdem a proteção que ela representa.
Representantes da categoria foram diretos ao cobrar Alcolumbre. Em reunião, um dos líderes afirmou publicamente que o presidente do Senado “vai segurar uma greve nacional no teu nome” caso não paute a MP. A pressão aumenta à medida que o prazo final se aproxima e o texto ainda não foi incluído na pauta do plenário.
A Abrava afirma que Davi Alcolumbre “vai segurar uma greve nacional no teu nome” se não pautar a MP do Frete até 16 de julho.
A declaração reflete o nível de insatisfação da categoria com a demora do Senado em analisar a medida. Os caminhoneiros argumentam que a não votação demonstra descaso com o setor e pode levar a uma paralisação de grandes proporções, com impacto direto na logística e no abastecimento do país.
A história recente mostra que greves de caminhoneiros costumam gerar consequências graves para a economia brasileira. Em 2018, uma paralisação prolongada causou desabastecimento generalizado e prejuízos bilionários. Agora, a ameaça volta em um momento de fragilidade econômica, o que aumenta a preocupação de setores produtivos e do próprio governo federal.
A cobrança recai diretamente sobre Davi Alcolumbre, que precisa decidir se inclui ou não a MP na pauta das próximas sessões. De um lado, há a pressão dos caminhoneiros. De outro, existem resistências de parte do empresariado, que vê o piso mínimo como uma interferência no livre mercado. A decisão do presidente do Senado nos próximos dias pode definir se o Brasil enfrenta mais uma crise no transporte de cargas.
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