quinta-feira, junho 25, 2026

MDB: Celina parece que esqueceu a verdadeira natureza do poder


Imagem Criada por IA

Mãos com distritais, uma imagem que correu a blogosfera, uma mensagem direta que não ficará sem resposta. Aliás, a resposta veio com menos de vinte e quatro horas: aqueles que realmente mandam no MDB deixaram claro: “não vai rolar”.

Celina Leão segue na batalha para controlar o MDB do Distrito Federal e garantir o apoio da bancada na Câmara Legislativa. Há dois dias, ela publicou em várias redes sociais foto com os deputados distritais Weligton Luiz, Hermeto, Jaqueline Silva, Yolando e Daniel Donizet — todos ladeando a governadora, mãos unidas ao centro. A mensagem foi clara e direta: “Não adianta vocês tomarem as rédeas do partido ou tentar ditar o que vai acontecer. Eu continuarei com o apoio deles.”

Celina só esqueceu de um detalhe básico: o MDB não se resume ao MDB-DF. O poder de Ibaneis Rocha dentro do partido é consolidado muito além das fronteiras locais. A resposta veio rápida. Na tarde de hoje, o deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL) mandou recado que vale para a executiva nacional: não será permitido o alinhamento do partido com Celina Leão.

O viés de quem acredita nas próprias ilusões

Celina não erra por ingenuidade. Ela sabe exatamente onde está pisando. O problema é o clássico viés de confirmação: ela acredita nas próprias ilusões. Usando o poder da máquina pública — recursos, emendas, secretarias, influência sobre votações —, ela acha que pode forçar lealdade eterna dos distritais.

Celina parece ter esquecido a verdadeira natureza do poder. Como diria Frank Underwood, adaptando para a realidade brasileira:

“Dinheiro é uma mansão que você constrói dentro de uma favela e, em dez anos, ela vai estar totalmente deteriorada e não vai valer nada. O poder é uma casa que você constrói em cima da rocha, em cima de uma montanha, que dura por séculos.”

A potência de Celina hoje deriva diretamente da massa de recursos do governo do DF. É capaz de oprimir, direcionar votos e orientar deputados distritais. Mas isso é dinheiro. Ibaneis e os caciques do MDB nacional sabem muito bem a diferença entre poder de ocasião e poder consolidado.

O castelo de cartas que qualquer sopro derruba

Enquanto Celina posa para fotos de união forçada, o MDB nacional sinaliza que não vai chancelar o movimento. E isso é apenas o começo. Na era da perda de força do maior partido do Distrito Federal, é de se esperar que outros venham a aderir à debandada. Na verdade, o que podemos esperar é que, no momento certo, todos a deixem.

O que Celina montou é um castelo de cartas. Parece equilibrado enquanto o vento não sopra. Mas qualquer sopro — e o MDB nacional já está soprando — faz a estrutura desabar.

O tempo dirá o preço que esses distritais que aparecem ao lado dela vão pagar diante do poder real empunhado por Ibaneis e Rafael Prudente, respaldado pela estrutura nacional do partido, infinitamente mais poderosa que alianças locais feitas por pura conveniência.



Source link


Imagem Criada por IA

Mãos com distritais, uma imagem que correu a blogosfera, uma mensagem direta que não ficará sem resposta. Aliás, a resposta veio com menos de vinte e quatro horas: aqueles que realmente mandam no MDB deixaram claro: “não vai rolar”.

Celina Leão segue na batalha para controlar o MDB do Distrito Federal e garantir o apoio da bancada na Câmara Legislativa. Há dois dias, ela publicou em várias redes sociais foto com os deputados distritais Weligton Luiz, Hermeto, Jaqueline Silva, Yolando e Daniel Donizet — todos ladeando a governadora, mãos unidas ao centro. A mensagem foi clara e direta: “Não adianta vocês tomarem as rédeas do partido ou tentar ditar o que vai acontecer. Eu continuarei com o apoio deles.”

Celina só esqueceu de um detalhe básico: o MDB não se resume ao MDB-DF. O poder de Ibaneis Rocha dentro do partido é consolidado muito além das fronteiras locais. A resposta veio rápida. Na tarde de hoje, o deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL) mandou recado que vale para a executiva nacional: não será permitido o alinhamento do partido com Celina Leão.

O viés de quem acredita nas próprias ilusões

Celina não erra por ingenuidade. Ela sabe exatamente onde está pisando. O problema é o clássico viés de confirmação: ela acredita nas próprias ilusões. Usando o poder da máquina pública — recursos, emendas, secretarias, influência sobre votações —, ela acha que pode forçar lealdade eterna dos distritais.

Celina parece ter esquecido a verdadeira natureza do poder. Como diria Frank Underwood, adaptando para a realidade brasileira:

“Dinheiro é uma mansão que você constrói dentro de uma favela e, em dez anos, ela vai estar totalmente deteriorada e não vai valer nada. O poder é uma casa que você constrói em cima da rocha, em cima de uma montanha, que dura por séculos.”

A potência de Celina hoje deriva diretamente da massa de recursos do governo do DF. É capaz de oprimir, direcionar votos e orientar deputados distritais. Mas isso é dinheiro. Ibaneis e os caciques do MDB nacional sabem muito bem a diferença entre poder de ocasião e poder consolidado.

O castelo de cartas que qualquer sopro derruba

Enquanto Celina posa para fotos de união forçada, o MDB nacional sinaliza que não vai chancelar o movimento. E isso é apenas o começo. Na era da perda de força do maior partido do Distrito Federal, é de se esperar que outros venham a aderir à debandada. Na verdade, o que podemos esperar é que, no momento certo, todos a deixem.

O que Celina montou é um castelo de cartas. Parece equilibrado enquanto o vento não sopra. Mas qualquer sopro — e o MDB nacional já está soprando — faz a estrutura desabar.

O tempo dirá o preço que esses distritais que aparecem ao lado dela vão pagar diante do poder real empunhado por Ibaneis e Rafael Prudente, respaldado pela estrutura nacional do partido, infinitamente mais poderosa que alianças locais feitas por pura conveniência.



Source link

More articles

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Latest article