sexta-feira, janeiro 2, 2026

Vida na Terra pode ter começado em Marte, diz hipótese científica


Estudos sobre o último ancestral comum da vida reacendem debate sobre origem extraterrestre dos primeiros microrganismos

Uma hipótese antiga voltou ao centro do debate científico: a possibilidade de que a vida na Terra não tenha surgido aqui, mas em Marte. A discussão ganhou força após estudos sobre o genoma de Luca, sigla em inglês para “último ancestral comum universal”, o microrganismo do qual descende toda a vida conhecida no planeta.

Pesquisas recentes indicam que Luca viveu há cerca de 4,2 bilhões de anos, aproximadamente 290 milhões de anos após o impacto que formou a Lua. Esse intervalo levanta uma questão central para os cientistas: esse tempo teria sido suficiente para que a química não viva se transformasse em biologia complexa na Terra primitiva?

Marte surge como candidato alternativo porque pode ter reunido condições favoráveis antes da Terra. O planeta vermelho se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos e, em seu início, provavelmente tinha água líquida, atmosfera protetora e intensa atividade geotérmica — ambientes considerados ideais para o surgimento da vida.

Enquanto a Terra passou por um evento catastrófico com o impacto do corpo celeste Theia, que teria derretido completamente sua superfície, Marte não apresenta evidências de uma refusão global. Isso poderia ter permitido a continuidade de processos biológicos por centenas de milhões de anos, até o colapso de seu campo magnético e a perda da atmosfera.

A hipótese sugere que microrganismos marcianos poderiam ter sido lançados ao espaço por impactos e chegado à Terra em meteoritos, aproveitando o período posterior à formação da Lua, quando o planeta voltou a ser habitável. No entanto, os desafios são enormes: sobreviver à ejeção, à radiação cósmica, ao vácuo do espaço e à reentrada na atmosfera terrestre.

Embora simulações indiquem que microrganismos extremamente resistentes poderiam sobreviver protegidos dentro de meteoritos, não há evidências genéticas de que Luca fosse adaptado a viagens espaciais. Para muitos pesquisadores, é mais plausível que a vida tenha surgido na própria Terra, mesmo em um intervalo de tempo relativamente curto.

O debate permanece aberto. Enquanto novas simulações e experimentos tentam responder se a vida pode viajar entre planetas, a pergunta segue sem resposta definitiva: somos fruto de processos químicos terrestres ou herdeiros biológicos de Marte?

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Agência Brasília

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Pesquisas recentes indicam que Luca viveu há cerca de 4,2 bilhões de anos, aproximadamente 290 milhões de anos após o impacto que formou a Lua. Esse intervalo levanta uma questão central para os cientistas: esse tempo teria sido suficiente para que a química não viva se transformasse em biologia complexa na Terra primitiva?

Marte surge como candidato alternativo porque pode ter reunido condições favoráveis antes da Terra. O planeta vermelho se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos e, em seu início, provavelmente tinha água líquida, atmosfera protetora e intensa atividade geotérmica — ambientes considerados ideais para o surgimento da vida.

Enquanto a Terra passou por um evento catastrófico com o impacto do corpo celeste Theia, que teria derretido completamente sua superfície, Marte não apresenta evidências de uma refusão global. Isso poderia ter permitido a continuidade de processos biológicos por centenas de milhões de anos, até o colapso de seu campo magnético e a perda da atmosfera.

A hipótese sugere que microrganismos marcianos poderiam ter sido lançados ao espaço por impactos e chegado à Terra em meteoritos, aproveitando o período posterior à formação da Lua, quando o planeta voltou a ser habitável. No entanto, os desafios são enormes: sobreviver à ejeção, à radiação cósmica, ao vácuo do espaço e à reentrada na atmosfera terrestre.

Embora simulações indiquem que microrganismos extremamente resistentes poderiam sobreviver protegidos dentro de meteoritos, não há evidências genéticas de que Luca fosse adaptado a viagens espaciais. Para muitos pesquisadores, é mais plausível que a vida tenha surgido na própria Terra, mesmo em um intervalo de tempo relativamente curto.

O debate permanece aberto. Enquanto novas simulações e experimentos tentam responder se a vida pode viajar entre planetas, a pergunta segue sem resposta definitiva: somos fruto de processos químicos terrestres ou herdeiros biológicos de Marte?

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