quinta-feira, fevereiro 5, 2026

Trump planeja comprar a Groenlândia para ampliar influência dos EUA no Ártico, diz Rubio


Plano foi apresentado por Marco Rubio a parlamentares republicanos; Casa Branca admite estudar alternativas, inclusive militares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda a compra da Groenlândia como principal alternativa para ampliar a presença norte-americana no Ártico, evitando um confronto militar direto com a Dinamarca. A informação foi apresentada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, a parlamentares republicanos durante reunião realizada nesta semana, segundo revelou o jornal The New York Times.

De acordo com Rubio, Trump determinou que assessores do alto escalão elaborem planos concretos para a aquisição do território, considerado estratégico pelo governo norte-americano diante da crescente disputa geopolítica na região polar.

Na terça-feira (6), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que o governo analisa “diversas possibilidades” para assumir o controle da ilha, incluindo o uso das Forças Armadas. Apesar disso, fontes do governo indicam que a preferência do presidente é evitar uma ação militar contra a Dinamarca, que integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O tema voltou a ganhar repercussão no último fim de semana, após Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, publicar nas redes sociais uma imagem da Groenlândia coberta pela bandeira dos Estados Unidos.

O interesse de Trump pela ilha não é recente. Durante seu primeiro mandato, o republicano já havia manifestado publicamente a intenção de anexar a Groenlândia ao território norte-americano. Com o retorno à Casa Branca, voltou a defender a ideia, alegando que o controle da região é fundamental para conter adversários estratégicos no Ártico.

A Groenlândia abriga uma base militar dos Estados Unidos voltada à defesa antimísseis, considerada essencial para o monitoramento de ameaças vindas do hemisfério norte. Além disso, o avanço do derretimento das calotas polares tem aberto novas rotas marítimas, transformando o Ártico em um corredor comercial e militar cada vez mais relevante.

Outro fator de interesse são as reservas de minerais de terras raras existentes na ilha, fundamentais para tecnologias de ponta, como baterias, celulares e veículos elétricos, além do potencial para exploração de petróleo e gás natural em sua plataforma continental.

Apesar das intenções do governo norte-americano, uma eventual anexação enfrenta obstáculos legais e políticos significativos. A Groenlândia possui autonomia desde 1979 e, desde 2009, tem o direito de realizar referendos sobre a independência. No entanto, a política externa e a defesa seguem sob responsabilidade da Dinamarca, e uma intervenção armada violaria princípios centrais da Otan, além de gerar forte reação internacional.


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Plano foi apresentado por Marco Rubio a parlamentares republicanos; Casa Branca admite estudar alternativas, inclusive militares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda a compra da Groenlândia como principal alternativa para ampliar a presença norte-americana no Ártico, evitando um confronto militar direto com a Dinamarca. A informação foi apresentada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, a parlamentares republicanos durante reunião realizada nesta semana, segundo revelou o jornal The New York Times.

De acordo com Rubio, Trump determinou que assessores do alto escalão elaborem planos concretos para a aquisição do território, considerado estratégico pelo governo norte-americano diante da crescente disputa geopolítica na região polar.

Na terça-feira (6), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que o governo analisa “diversas possibilidades” para assumir o controle da ilha, incluindo o uso das Forças Armadas. Apesar disso, fontes do governo indicam que a preferência do presidente é evitar uma ação militar contra a Dinamarca, que integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O tema voltou a ganhar repercussão no último fim de semana, após Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, publicar nas redes sociais uma imagem da Groenlândia coberta pela bandeira dos Estados Unidos.

O interesse de Trump pela ilha não é recente. Durante seu primeiro mandato, o republicano já havia manifestado publicamente a intenção de anexar a Groenlândia ao território norte-americano. Com o retorno à Casa Branca, voltou a defender a ideia, alegando que o controle da região é fundamental para conter adversários estratégicos no Ártico.

A Groenlândia abriga uma base militar dos Estados Unidos voltada à defesa antimísseis, considerada essencial para o monitoramento de ameaças vindas do hemisfério norte. Além disso, o avanço do derretimento das calotas polares tem aberto novas rotas marítimas, transformando o Ártico em um corredor comercial e militar cada vez mais relevante.

Outro fator de interesse são as reservas de minerais de terras raras existentes na ilha, fundamentais para tecnologias de ponta, como baterias, celulares e veículos elétricos, além do potencial para exploração de petróleo e gás natural em sua plataforma continental.

Apesar das intenções do governo norte-americano, uma eventual anexação enfrenta obstáculos legais e políticos significativos. A Groenlândia possui autonomia desde 1979 e, desde 2009, tem o direito de realizar referendos sobre a independência. No entanto, a política externa e a defesa seguem sob responsabilidade da Dinamarca, e uma intervenção armada violaria princípios centrais da Otan, além de gerar forte reação internacional.


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