quinta-feira, janeiro 1, 2026

Sessão solene homenageia arte-educadores e professores das artes e da cultura


Uma sessão solene Câmara Legislativa do Distrito Federal homenageou na tarde desta sexta-feira (5) arte-educadores e professores das artes e da cultura. A sessão solene foi uma iniciativa do deputado Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura.

Na opinião de Gabriel Magno, o chamado “chão da escola” constitui-se como um território cultural fundamental, atravessado por relações socioculturais diversas, que se renovam para além dos limites físicos da instituição escolar. “É nesse espaço vivo que se estabelece o primeiro contato de crianças e jovens com a arte, com encantamentos estéticos, filosóficos, éticos e políticos que expandem horizontes e abrem caminhos para a criação, a sensibilidade e a imaginação”, enalteceu ele.

“É importante garantir a cultura como direito fundamental e a partir desta garantia para toda a população, pensar todas as dimensões, da representatividade, da territorialidade, do controle social, da participação, da democracia e da garantia à renda. ”Qualquer plano de desenvolvimento social e econômico tem que colocar a cultura no centro. Não é possível uma cidade que é patrimônio cultural da humanidade não trate a cultura como vetor estratégico do seu desenvolvimento”, assinalou o parlamentar.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

A homenagem contou com diversas manifestações culturais, entre elas uma dramatização do poema Os Estatutos do Homem, de Thiago de Mello, de 1964.

O representante do Comitê de Cultura do DF, do ministério da Cultura, Miguel Ribeiro, defendeu a reconexão de redes entre as diversas gerações que atuam com cultura. “O que está em disputa na sociedade de hoje é a civilização, a verdade e ética. Estamos numa enrascada civilizatória e precisamos discutir sobre este novo momento. Os teóricos não pensaram neste momento e nós é que vamos ter que resolver”, apontou Ribeiro.

O professor, sindicalista e ex-diretor do Setor Oeste, Jacy Braga, conhecido como Peninha, destacou o papel da cultura na educação. “A educação para mim não se esgota no conteúdo e na prova. Educação é linguagem, é sensibilidade e experiência. Educação é encontro com a arte, com a criatividade, com a identidade de cada pedacinho do nosso Distrito Federal”. Para ele, “quando a cultura entra na escola, a escola se transforma”.

Para a professora do Centro de Ensino Médio 2 de Ceilândia, Lidiane Leão, nada é mais urgente do que “reafirmar o papel transformador que exercemos todos os dias nas salas de aula”. “Nós somos guardiões da Cultura. Semeamos mundos e dentro de cada sala de aula, de cada corredor e de cada pátio pulsa uma produção cultural viva, corajosa e inquieta, que só existe porque acreditamos no fazer artístico como linguagem, como encontro, como território de humanização”, completou ela.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

O diretor de cultura do Sindicato dos Professores (Sinpro), Alberto Ribeiro, disse que tem acreditado que somente com a cultura será possível “revolucionar a cidade, que infelizmente está muito conservadora”.

A professora emérita da UnB, Eva Waisros Pereira, disse que estava honrada com a homenagem e cobrou o resgate histórico da educação pública. Para ela, o momento atual é realmente de uma guerra na civilização e professores de artes e cultura são muito importantes neste processo. Ela relatou que iniciou há quase 30 anos um trabalho de resgate da educação pública no DF e desde então vem enfrentando grandes dificuldades.

O gestor cultural dos Meninos de Ceilândia e do Pontão de Cultura, Aylton Velez, ressaltou a importância do papel de Nina Velez, falecida há três anos, na valorização da cultura.

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) também participou da solenidade e afirmou que a cultura consegue fazer com que “dialoguemos com nossa ancestralidade e com tudo que representa a resistência neste País, que se aquilomba todos os dias e, a partir daí, constrói tantos ventos de liberdade”.

Veja mais fotos do evento no Flickr da Agência CLDF.



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Uma sessão solene Câmara Legislativa do Distrito Federal homenageou na tarde desta sexta-feira (5) arte-educadores e professores das artes e da cultura. A sessão solene foi uma iniciativa do deputado Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura.

Na opinião de Gabriel Magno, o chamado “chão da escola” constitui-se como um território cultural fundamental, atravessado por relações socioculturais diversas, que se renovam para além dos limites físicos da instituição escolar. “É nesse espaço vivo que se estabelece o primeiro contato de crianças e jovens com a arte, com encantamentos estéticos, filosóficos, éticos e políticos que expandem horizontes e abrem caminhos para a criação, a sensibilidade e a imaginação”, enalteceu ele.

“É importante garantir a cultura como direito fundamental e a partir desta garantia para toda a população, pensar todas as dimensões, da representatividade, da territorialidade, do controle social, da participação, da democracia e da garantia à renda. ”Qualquer plano de desenvolvimento social e econômico tem que colocar a cultura no centro. Não é possível uma cidade que é patrimônio cultural da humanidade não trate a cultura como vetor estratégico do seu desenvolvimento”, assinalou o parlamentar.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

A homenagem contou com diversas manifestações culturais, entre elas uma dramatização do poema Os Estatutos do Homem, de Thiago de Mello, de 1964.

O representante do Comitê de Cultura do DF, do ministério da Cultura, Miguel Ribeiro, defendeu a reconexão de redes entre as diversas gerações que atuam com cultura. “O que está em disputa na sociedade de hoje é a civilização, a verdade e ética. Estamos numa enrascada civilizatória e precisamos discutir sobre este novo momento. Os teóricos não pensaram neste momento e nós é que vamos ter que resolver”, apontou Ribeiro.

O professor, sindicalista e ex-diretor do Setor Oeste, Jacy Braga, conhecido como Peninha, destacou o papel da cultura na educação. “A educação para mim não se esgota no conteúdo e na prova. Educação é linguagem, é sensibilidade e experiência. Educação é encontro com a arte, com a criatividade, com a identidade de cada pedacinho do nosso Distrito Federal”. Para ele, “quando a cultura entra na escola, a escola se transforma”.

Para a professora do Centro de Ensino Médio 2 de Ceilândia, Lidiane Leão, nada é mais urgente do que “reafirmar o papel transformador que exercemos todos os dias nas salas de aula”. “Nós somos guardiões da Cultura. Semeamos mundos e dentro de cada sala de aula, de cada corredor e de cada pátio pulsa uma produção cultural viva, corajosa e inquieta, que só existe porque acreditamos no fazer artístico como linguagem, como encontro, como território de humanização”, completou ela.

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

O diretor de cultura do Sindicato dos Professores (Sinpro), Alberto Ribeiro, disse que tem acreditado que somente com a cultura será possível “revolucionar a cidade, que infelizmente está muito conservadora”.

A professora emérita da UnB, Eva Waisros Pereira, disse que estava honrada com a homenagem e cobrou o resgate histórico da educação pública. Para ela, o momento atual é realmente de uma guerra na civilização e professores de artes e cultura são muito importantes neste processo. Ela relatou que iniciou há quase 30 anos um trabalho de resgate da educação pública no DF e desde então vem enfrentando grandes dificuldades.

O gestor cultural dos Meninos de Ceilândia e do Pontão de Cultura, Aylton Velez, ressaltou a importância do papel de Nina Velez, falecida há três anos, na valorização da cultura.

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) também participou da solenidade e afirmou que a cultura consegue fazer com que “dialoguemos com nossa ancestralidade e com tudo que representa a resistência neste País, que se aquilomba todos os dias e, a partir daí, constrói tantos ventos de liberdade”.

Veja mais fotos do evento no Flickr da Agência CLDF.



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