Centro de Referência da Mulher e CRAS foram fiscalizados durante visita da parlamentar à região
Na última quarta-feira (30), a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) esteve em Sobradinho II para fiscalizar o funcionamento de dois equipamentos públicos essenciais: o Centro de Referência da Mulher Brasileira e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). A visita revelou falhas graves no atendimento à população e evidenciou o descaso do Governo do Distrito Federal com a rede de assistência social.
O Centro de Referência da Mulher, inaugurado em maio com recursos destinados pela senadora, segue sem funcionamento efetivo. O espaço foi construído para oferecer atendimento integral e humanizado às mulheres em situação de violência, com equipes de apoio psicossocial e jurídico.
Durante a vistoria, não havia nenhum servidor no local. Moradoras relataram que apenas uma funcionária comissionada estaria vinculada à unidade. O espaço, que deveria funcionar até as 18h, já estava com os portões trancados por volta das 17h.
“A realidade que a gente vive é preocupante. Como parlamentar, meu papel é garantir os recursos, apoiar a construção dos equipamentos. Mas não adianta fazer obra se não há servidores nem políticas públicas em funcionamento”, criticou a senadora, que presidiu a bancada feminina no Senado no último ano.
Problemas no CRAS
A precariedade na assistência social também foi destaque durante a fiscalização em Sobradinho II. O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), responsável por atender famílias em situação de vulnerabilidade e executar a política de proteção social básica do SUAS, enfrenta sérios problemas no atendimento à população.
Moradores denunciaram ter dificuldades recorrentes para conseguir acesso aos serviços. “Antes, os CRAS funcionavam de portas abertas. Hoje, o atendimento é só pelo telefone 156, que não funciona, tá sempre ocupado. E, nas raras vezes que atendem, não tem senhas”, destacou a parlamentar.
O cenário é reflexo da falta de gestão pública. Atualmente, as unidades do CRAS no DF operam com apenas um terço da equipe necessária. “O GDF se comprometeu a contratar mais assistentes sociais após a greve da categoria, mas até agora nada foi feito”, lembrou Leila.
A senadora reforçou que seguirá fiscalizando e cobrando soluções. “Os serviços públicos precisam funcionar, o GDF precisa nomear assistentes sociais urgentemente. Não vamos permitir que a omissão do governo penalize a população”, concluiu.
