quinta-feira, janeiro 1, 2026

Quais seriam os caminhos da Venezuela se Maduro deixasse o poder?


Especialistas apontam possíveis cenários para uma transição venezuelana, mas todos são considerados incertos e de alto risco.

A possibilidade de Nicolás Maduro deixar o comando da Venezuela, diante da pressão crescente dos Estados Unidos, abriu uma série de análises sobre o futuro político do país. Washington acusa o líder chavista de chefiar um cartel de drogas e aumentou sua presença militar no Caribe e no Pacífico. Nesse contexto, negociadores norte-americanos teriam oferecido a Maduro uma saída negociada — ainda sem resultados concretos.

O primeiro cenário cogitado por analistas é a formação de um governo de oposição. A figura mais visível seria María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz e principal nome contra o chavismo. Apesar da projeção internacional, especialistas avaliam que sua rejeição entre setores populares e dentro das Forças Armadas reduziria a viabilidade de um governo liderado por ela, especialmente sem apoio militar ou externo.

Outra possibilidade seria um governo militar de transição. As Forças Armadas exercem forte influência sobre áreas estratégicas da economia, fronteiras e distribuição de bens essenciais, além de ocuparem cargos-chave no governo. Analistas afirmam que setores militares poderiam assumir o controle temporário, seja por articulação interna ou com apoio indireto dos Estados Unidos, enquanto novas eleições seriam organizadas.

Um terceiro caminho incluiria uma coalizão entre opositores moderados e dissidentes do chavismo. Nesse modelo, figuras como Henrique Capriles poderiam integrar uma administração provisória que buscasse estabilizar o país e reduzir a polarização, embora esse processo estivesse sujeito a tensões internas e disputas de poder entre grupos com agendas distintas.

A queda de Maduro abriria um período de incerteza institucional. Especialistas afirmam que a Constituição venezuelana, embora democrática em sua forma, tem sido repetidamente descumprida, especialmente no processo eleitoral. A reconstrução institucional exigiria reestruturação das regras eleitorais, fortalecimento do Judiciário e novo equilíbrio entre civis e militares.

Apesar das discussões, analistas destacam que qualquer transição seria lenta. Estimam que o processo levaria anos, dadas as fragilidades do Estado, a polarização social e o controle que aliados de Maduro exercem sobre os três poderes. A possibilidade de fragmentação interna ou conflito entre facções também é considerada real.


#Venezuela #NicolasMaduro #Chavismo #EstadosUnidos #MariaCorinaMachado #ForcasArmadas #PoliticaInternacional #AmericaLatina #TransicaoDePoder #CriseVenezuelana



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Especialistas apontam possíveis cenários para uma transição venezuelana, mas todos são considerados incertos e de alto risco.

A possibilidade de Nicolás Maduro deixar o comando da Venezuela, diante da pressão crescente dos Estados Unidos, abriu uma série de análises sobre o futuro político do país. Washington acusa o líder chavista de chefiar um cartel de drogas e aumentou sua presença militar no Caribe e no Pacífico. Nesse contexto, negociadores norte-americanos teriam oferecido a Maduro uma saída negociada — ainda sem resultados concretos.

O primeiro cenário cogitado por analistas é a formação de um governo de oposição. A figura mais visível seria María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz e principal nome contra o chavismo. Apesar da projeção internacional, especialistas avaliam que sua rejeição entre setores populares e dentro das Forças Armadas reduziria a viabilidade de um governo liderado por ela, especialmente sem apoio militar ou externo.

Outra possibilidade seria um governo militar de transição. As Forças Armadas exercem forte influência sobre áreas estratégicas da economia, fronteiras e distribuição de bens essenciais, além de ocuparem cargos-chave no governo. Analistas afirmam que setores militares poderiam assumir o controle temporário, seja por articulação interna ou com apoio indireto dos Estados Unidos, enquanto novas eleições seriam organizadas.

Um terceiro caminho incluiria uma coalizão entre opositores moderados e dissidentes do chavismo. Nesse modelo, figuras como Henrique Capriles poderiam integrar uma administração provisória que buscasse estabilizar o país e reduzir a polarização, embora esse processo estivesse sujeito a tensões internas e disputas de poder entre grupos com agendas distintas.

A queda de Maduro abriria um período de incerteza institucional. Especialistas afirmam que a Constituição venezuelana, embora democrática em sua forma, tem sido repetidamente descumprida, especialmente no processo eleitoral. A reconstrução institucional exigiria reestruturação das regras eleitorais, fortalecimento do Judiciário e novo equilíbrio entre civis e militares.

Apesar das discussões, analistas destacam que qualquer transição seria lenta. Estimam que o processo levaria anos, dadas as fragilidades do Estado, a polarização social e o controle que aliados de Maduro exercem sobre os três poderes. A possibilidade de fragmentação interna ou conflito entre facções também é considerada real.


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