sexta-feira, março 20, 2026

Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado em sessão solene


A Câmara Legislativa realizou, na manhã desta sexta-feira (20), sessão solene em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, que é celebrado mundialmente em 21 de março. A solenidade foi proposta pelo deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil), que ressaltou a importância do acolhimento das pessoas com deficiência na sociedade. 

“Eu me pergunto se estamos realmente preparados para acolher a diversidade. A conscientização precisa sair dos discursos e se transformar em atitudes. Apresentei um projeto de lei que estabelece o protocolo humanizado para a comunicação do diagnóstico da trissomia 21 nos hospitais. Neste momento, é preciso ser humano, oferecer acolhimento, amor e respeito. Não existe inclusão verdadeira quando a mãe está exausta, adoecida e invisível. Fortalecer esta mãe é garantir o futuro de seu filho com síndrome de Down”, ressaltou o parlamentar. 

 

Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

A mesa de honra da solenidade estava ocupada por várias pessoas com síndrome de Down. Vinicius de Castro, influenciador digital, era um deles. “Nasci com síndrome de Down e hoje estou aqui como estudante universitário do Iesb. Sou influenciador digital, mas antes de tudo, sou um jovem com sonhos. Inclusão não é só colocar a pessoa com deficiência dentro da sala de aula, mas é acreditar, dar oportunidades, enxergar potencial, e não limites”, discursou Vinícius. 

Ana Beatriz de Lima Quadros, auto defensora do Instituto Apicedown, também se pronunciou. “Nós, com sindrome de Down, queremos estudar, ter amigos e ser reconhecidos. Com inclusão de verdade, ninguém fica sozinho”, afirmou Ana Beatriz em alusão ao tema do combate à solidão. Cleo Bohn, presidente da Federação Brasileira das Associações de Sínrome de Down, explicou o tema adotado pelo movimento neste ano. “ A solidão é o tema da nossa nova campanha para promover interação entre as pessoas, pois uma forma de combater a solidão é a amizade”, afirmou. 

Vitória Mesquita, autora do livro Atualiza T21, influencer, modelo, artista e fotógrafa, deu seu depoimento sobre a questão da solidão. “Muitas pessoas com síndrome de Down vivem isoladas não por escolha, mas por falta de informação. Eu acredito que essas pessoas não precisam ser super protegidas, elas precisam de oportunidade. Oportunidade de estudar, de namorar, de amar. Quando a sociedade inclui, todos ganham e a gente mostra tudo o que a gente pode ser”, disse em seu pronunciamento. 

 

Papel das famílias

Adriana Rodrigues de Souza, mãe atípica e ativista, trouxe a perspectiva das famílias no cuidado de pessoas com síndrome de Down. “Nós, mães, lutamos muito por nossos filhos. Mas e quando eles estão na sociedade? O que o resto das pessoas pensam? Se não tivermos uma campanha real de conscientização, a nossa luta permanece solitária. Precisamos construir campanhas mais eficientes. Ainda estamos engatinhando na conscientização coletiva”, alertou. 

A mãe atípica e ativista Iarla Violatti cobrou mais suporte do governo para a garantia de direitos das pessoas com síndrome de Down, especialmente nas escolas. “Faltam educadores sociais voluntários e, quando falta esse profissional, quem assume o papel é a mãe. Além disso, ainda existem desafios como turmas cheias, falta de adaptação curricular, falta de formação continuada e ausência de recursos adequados dentro da escola. Matrícula não é inclusão. A inclusão exige estrutura, preparo e oportunidade. É preciso lembrar que por trás de cada pessoa com deficiência existe uma família. Falar de inclusão é falar também de apoio psicológico, acolhimento e rede de apoio”, afirmou Iarla Violatti. 

Para a fisioterapeuta e coordenadora do Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down, Carolina Vale, é preciso reconhecer e apoiar a luta das pessoas com Down. “Esse dia nos convida a olhar para as pessoas com síndrome de Down não pelo seu diagnóstico, mas pelas vidas que constroem todos os dias. Inclusão não é um favor, é um direito”, frisou.



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A Câmara Legislativa realizou, na manhã desta sexta-feira (20), sessão solene em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down, que é celebrado mundialmente em 21 de março. A solenidade foi proposta pelo deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil), que ressaltou a importância do acolhimento das pessoas com deficiência na sociedade. 

“Eu me pergunto se estamos realmente preparados para acolher a diversidade. A conscientização precisa sair dos discursos e se transformar em atitudes. Apresentei um projeto de lei que estabelece o protocolo humanizado para a comunicação do diagnóstico da trissomia 21 nos hospitais. Neste momento, é preciso ser humano, oferecer acolhimento, amor e respeito. Não existe inclusão verdadeira quando a mãe está exausta, adoecida e invisível. Fortalecer esta mãe é garantir o futuro de seu filho com síndrome de Down”, ressaltou o parlamentar. 

 

Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

A mesa de honra da solenidade estava ocupada por várias pessoas com síndrome de Down. Vinicius de Castro, influenciador digital, era um deles. “Nasci com síndrome de Down e hoje estou aqui como estudante universitário do Iesb. Sou influenciador digital, mas antes de tudo, sou um jovem com sonhos. Inclusão não é só colocar a pessoa com deficiência dentro da sala de aula, mas é acreditar, dar oportunidades, enxergar potencial, e não limites”, discursou Vinícius. 

Ana Beatriz de Lima Quadros, auto defensora do Instituto Apicedown, também se pronunciou. “Nós, com sindrome de Down, queremos estudar, ter amigos e ser reconhecidos. Com inclusão de verdade, ninguém fica sozinho”, afirmou Ana Beatriz em alusão ao tema do combate à solidão. Cleo Bohn, presidente da Federação Brasileira das Associações de Sínrome de Down, explicou o tema adotado pelo movimento neste ano. “ A solidão é o tema da nossa nova campanha para promover interação entre as pessoas, pois uma forma de combater a solidão é a amizade”, afirmou. 

Vitória Mesquita, autora do livro Atualiza T21, influencer, modelo, artista e fotógrafa, deu seu depoimento sobre a questão da solidão. “Muitas pessoas com síndrome de Down vivem isoladas não por escolha, mas por falta de informação. Eu acredito que essas pessoas não precisam ser super protegidas, elas precisam de oportunidade. Oportunidade de estudar, de namorar, de amar. Quando a sociedade inclui, todos ganham e a gente mostra tudo o que a gente pode ser”, disse em seu pronunciamento. 

 

Papel das famílias

Adriana Rodrigues de Souza, mãe atípica e ativista, trouxe a perspectiva das famílias no cuidado de pessoas com síndrome de Down. “Nós, mães, lutamos muito por nossos filhos. Mas e quando eles estão na sociedade? O que o resto das pessoas pensam? Se não tivermos uma campanha real de conscientização, a nossa luta permanece solitária. Precisamos construir campanhas mais eficientes. Ainda estamos engatinhando na conscientização coletiva”, alertou. 

A mãe atípica e ativista Iarla Violatti cobrou mais suporte do governo para a garantia de direitos das pessoas com síndrome de Down, especialmente nas escolas. “Faltam educadores sociais voluntários e, quando falta esse profissional, quem assume o papel é a mãe. Além disso, ainda existem desafios como turmas cheias, falta de adaptação curricular, falta de formação continuada e ausência de recursos adequados dentro da escola. Matrícula não é inclusão. A inclusão exige estrutura, preparo e oportunidade. É preciso lembrar que por trás de cada pessoa com deficiência existe uma família. Falar de inclusão é falar também de apoio psicológico, acolhimento e rede de apoio”, afirmou Iarla Violatti. 

Para a fisioterapeuta e coordenadora do Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down, Carolina Vale, é preciso reconhecer e apoiar a luta das pessoas com Down. “Esse dia nos convida a olhar para as pessoas com síndrome de Down não pelo seu diagnóstico, mas pelas vidas que constroem todos os dias. Inclusão não é um favor, é um direito”, frisou.



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