De “entrou mudo, saiu calado” a quatro encontros organizados por lobista conhecido da PF — as versões se chocam, e o que era só “Ibaneis e Paulo Henrique” ganha novas sombras: Vorcaro, Valverde… Até onde a corda vai?
Ibaneis Rocha sempre minimizou: “Encontrei Vorcaro poucas vezes, entrei mudo e saí calado, não sabia de nada sobre a venda do Master ao BRB. Tudo foi tratado pelo ex-presidente Paulo Henrique Costa”. A narrativa era conveniente — jogar a culpa nos técnicos, nos subordinados, e se blindar como governador que “não entendia” dos detalhes. Mas depoimentos e apurações da PF contam outra história. Daniel Vorcaro, em depoimento à PF (sigilo quebrado em janeiro/2026), afirmou contatos diretos com Ibaneis para discutir negócios entre Master e BRB, incluindo a tentativa de venda.
Agora, a corda estica mais: reportagem exclusiva do Vero Notícias (13/03/2026) revela que o lobista Leonardo Valverde — figura conhecida da PF por articulações políticas — organizou três encontros entre Vorcaro e Ibaneis, em imóvel dele na Península dos Ministros (Lago Sul). Isso já bate de frente com a versão oficial de “uma ou duas vezes” e “nada sobre o banco”. Vorcaro reforça: foram mais. Ibaneis admitiu quatro em nota recente, mas nega tratar da operação. Quem mente? Ou quem omite?
As pontas vão aparecendo: antes era só Ibaneis e Paulo Henrique (ex-presidente do BRB, afastado judicialmente). Depois veio Vorcaro. Agora, Valverde como intermediário. E sombras jurídicas: contratos envolvendo aliados próximos, como o secretário da Casa Civil Gustavo Rocha (Republicanos), que aparece em engrenagens societárias ligadas a fundos Reag (investigada como braço de lavagem do Master). Hipótese que circula nos bastidores: a rede era maior, com conexões que facilitaram ou acobertaram o rombo de R$ 12,2 bilhões em créditos podres.
A estratégia de “jogar nos técnicos” pode não colar por muito tempo. Cada dia surge uma ponta nova, e a corda — de credibilidade — está no limite. O DF paga o preço do prejuízo bilionário, mas o povo quer saber: quem sabia o quê, quando e por quê? Se a verdade é que Ibaneis “não entendia nada”, por que tantos encontros? E por que lobistas no meio? A PF avança, delações podem vir — e o Buriti treme. Transparência urgente, antes que a corda arrebente de vez.
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