Durante as discussões constantes da Ordem do Dia desta quarta-feira, 4, Amauri Ribeiro (UB) interpelou seu antecessor nos discursos, Clécio Alves (Republicanos), e afirmou que a derrubada da chamada “taxa do agro”, em pauta na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), é a prioridade.
O posicionamento de Ribeiro se deu após comentários sobre emendas parlamentares à iniciativa da Governadoria, em trâmite na Alego no processo nº 2534/26. As emendas em discussão, protocoladas pela oposição, pretendem devolver os valores já arrecadados pelo Fundeinfra aos produtores rurais.
Para Amauri Ribeiro, deputado da base governista, caso haja a referida devolução, a iniciativa legislativa não será aprovada. “Se for para devolver o dinheiro, esse projeto não passa. E a minha preocupação é que o projeto passe, que essa taxa seja extinta do Estado de Goiás. Essa é a minha intenção em primeiro lugar”, argumentou.
Em relação às obras previstas com a verba do Fundeinfra, Ribeiro lamentou que apenas quatro das 70 previstas tenham sido concluídas. Entretanto, o parlamentar argumentou que 28 obras já estão em andamento, além de outras licitadas.
“Das 70 obras, 10 são projetos executivos. Então somando, mais da metade das obras foram feitas ou estão em andamento. O que nós queremos é que as obras sejam concluídas, e vamos cobrar isso nesta Casa”, explicou Amauri Ribeiro.
Por fim, Amauri Ribeiro relembrou o critério de utilização exclusiva das verbas do Fundeinfra em obras, e que casos que desrespeitem tal critério devem ser avaliados pela Alego. Ele fez referência a um levantamento de que R$ 48 milhões do fundo teriam sido destinados a contratos advocatícios.
“Tem que ser, sim, investigado e ver, realmente, para onde está indo esse dinheiro – e eu não concordo. Não é porque sou base do Governo que vou concordar com o que seja errado. Agora, não concordo que o projeto fique paralisado nessa Casa, ou corra o risco de não ser aprovado e essa taxa não ser extinta por emendas que não irão acontecer. Nós sabemos que o dinheiro não será devolvido porque obras já foram indicadas para execução. O que esta Casa tem que fazer é cobrar”, encerrou Amauri Ribeiro.
