Diante da urgência da crise climática, o meio ambiente ganha espaço nas propostas dos candidatos ao segundo turno das eleições. Flávio Bolsonaro, do PL, e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, apresentam estratégias diferentes para enfrentar as mudanças climáticas e combater o desmatamento.
No plano de governo de Lula, as mudanças climáticas aparecem como uma emergência e um dos eixos orientadores das ações para o próximo mandato. O termo é citado 38 vezes no documento, que prevê medidas de mitigação e adaptação nos aspectos social, econômico e ambiental.
Entre as propostas estão a implementação de políticas climáticas, a estruturação de projetos regionais, a ampliação dos investimentos e a criação de instrumentos de financiamento. O programa também prevê a revitalização das bacias hidrográficas, o reforço da segurança hídrica e mais investimentos na prevenção e redução de riscos de desastres.
Já Flávio Bolsonaro menciona eventos climáticos extremos apenas uma vez em seu plano. O candidato propõe ampliar a infraestrutura hídrica. Também prevê fortalecer o monitoramento, os alertas e as respostas da Defesa Civil.
Na área do desmatamento, Flávio propõe zerar apenas o desmatamento ilegal até 2029, por meio do combate às queimadas ilegais e do fortalecimento da fiscalização. Já Lula reafirma a meta de desmatamento zero até 2030 e propõe retomar e implementar planos de prevenção e controle do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
O histórico dos governos também apresenta diferenças. Nas administrações petistas, o desmatamento foi reduzido a números abaixo das médias históricas, e foram criadas 231 novas unidades de conservação. Também foi desenvolvido o Plano Clima, com oito planos de mitigação e 16 de adaptação, e novas fontes de financiamento ambiental.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, entre 2019 e 2022, os programas de ação e controle do desmatamento foram extintos. O período também foi marcado pelo aumento do desmatamento e por níveis elevados de emissões de gases de efeito estufa.
*Com informações da Agência Brasil que publica neste segundo turno das eleições o comparativo dos planos de governo dos candidatos à presidência.
