A Secretaria de Compliance, em parceria com a Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), promoveu na manhã desta quarta-feira, 14, a palestra “A Alego na Era da Inteligência Artificial: Eficiência, Integridade e Segurança Institucional”. O evento foi realizado no Auditório Francisco Gedda, no térreo do bloco A, e fecha a programação anual do Comitê Central de Compliance da Casa de Leis.
Ao abrir o encontro, o presidente do Comitê Central de Compliance, Danúbio Cardoso Remy, falou em nome do presidente Bruno Peixoto (UB), do assessor técnico de Compliance, Rodney da Silva, e da diretora da Escola do Legislativo, Márcia Carvalho.
Remy afirmou que esta é mais uma atividade que busca qualificar os servidores do Parlamento goiano, com o intuito de aprimorar o trabalho desenvolvido nas mais diversas áreas, garantindo maior produtividade. Remy informou que, a pedido de Bruno Peixoto, a Casa vai oferecer a pós-graduação em IA a partir do próximo ano e as inscrições devem começar em breve.
Rodney da Silva, apesar de ausente por questões de agenda, deixou mensagem que foi lida. Nela, ele afirmou que estruturas públicas como a da Alego precisam da introdução de modelos de interação e tecnologias que tragam facilidades ao trabalho. Segundo ele, a IA sempre foi vista como um meio que pode organizar, facilitar e adaptar a complexidade do trabalho de cada um para que seja mais qualificado.
Silva avalia que a palestra de hoje, realizada por um profissional altamente capacitado, pode contribuir significativamente para aumentar a produtividade, aprimorar a qualidade do trabalho e tornar a administração pública mais eficiente, moderna e acessível à sociedade.
Palestrante
Com extenso currículo nas áreas do Direito e Tecnologia, o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e coordenador de Tecnologia naquela instituição, Rafael Correa Costa, falou aos presentes. Ele afirmou que a ideia é demonstrar as potencialidades do uso da IA generativa na Casa de Leis goiana, com a perspectiva de buscar a máxima garantia de integridade e segurança, conciliando essas duas dimensões de uso para o sistema público, sendo esse um desafio que muitas instituições vêm atravessando.
“Temos a missão de contribuir com a possibilidade de ajudar a criar esse caminho. No MP já temos aplicações próprias produzidas pela instituição com o critério de integridade e segurança com uma série de camadas de validação de segurança e proteção, mas os casos de uso do MP e da Casa de Leis são um pouco diferentes e existe a necessidade de fazer algumas adaptações”, destacou Costa.
O palestrante avalia que no Parlamento Goiano o mais importante é a cultura, pois o uso da inteligência artificial demanda uma certa mudança de paradigma de como analisar o fluxo de trabalho regular, então o cuidado é com a postura de aversão à tecnologia ou a crença absoluta de que ela pode resolver tudo.
Segundo Costa, o servidor precisa interpretar essa ferramenta e aos poucos criar uma forma de implementá-la, já que o ganho de produtividade é real. “Mas a atividade não evolui sem antes haver a evolução do próprio servidor, que precisa saber como acessar as ferramentas disponíveis.”
Também especialista em Engenharia de Software e em Inteligência Artificial e Computacional, Rafael Costa destrinchou o extenso conteúdo programático dividido em dez eixos, sendo eles: a inteligência artificial importa agora; fundamentos comuns de IA e modelos de linguagem; do modelo ao sistema de IA; IA como capacidade institucional; eficiência e valor público; integridade e compliance; julgamento humano e supervisão substantiva; segurança institucional; governança do ciclo de vida; particularidades do parlamento e aplicação prática.
