O Centro do Rio de Janeiro vai celebrar a literatura a partir desta quarta-feira (23). É a 16ª edição da Flup, Festa Literária das Periferias, que reúne encontros literários, música, dança, cultura urbana e saberes ancestrais.
O evento que amplia a visibilidade de vozes negras, periféricas, femininas e LGBTQIAPN+, tem como tema desta edição “As Filhas das Filhas das Filhas”, que reforça a trajetória de mulheres negras.
Entre os destaques estão as escritoras Conceição Evaristo, Elisa Lucinda e Djamila Ribeiro, o cantor Gilberto Gil, e a imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, autora do livro Um Defeito de Cor e homenageada desta edição do evento.
O diretor da Flup, Julio Ludemir, comenta a escolha da escritora.
“Eu entendo que a Ana Maria Gonçalves escreveu o livro mais importante da história da literatura brasileira. E não à toa ela se tornou a primeira mulher negra a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras. Os dois fatos em si, por si só, justificam torná-la a autora homenageada de um festival com as características da Flup”.
A programação literária aborda temas como racismo, memória, identidade, gênero, diáspora, ancestralidade e produção cultural. Entre as apresentações culturais estão encontros de afoxés, rodas de samba, festival de acarajé, batalhas e slams. Julio Ludemir destaca a mesa de abertura do evento, nesta quarta-feira, reunindo Ana Maria Gonçalves e Djamila Ribeiro.
“Um encontro entre Ana Maria Gonçalves e Djamila Ribeiro, uma a primeira mulher negra brasileira a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras, a outra, a primeira mulher negra a ser eleita para a Academia Paulista de Letras, certamente a gente quando coloca essas duas mulheres juntas, está dizendo o quão o sonho dessas filhas hoje em dia se tornou uma coisa tão real”.
A expectativa de público é de 20 mil pessoas. A Flup acontece na Praça Tiradentes, no Teatro Carlos Gomes e no Salão Guarani, no centro do Rio, até o próximo domingo (26). A entrada é franca.
