segunda-feira, agosto 31, 2026

Circuncisão em massa mata 43 meninos na África do Sul


Cerimônias de circuncisão em massa na África do Sul resultaram na morte de ao menos 43 meninos e deixaram dezenas de outros mutilados.
Os rituais — conhecidos no país como Ulwaluko — são realizados duas vezes por ano em escolas de iniciação, com o objetivo de preparar os jovens para a vida adulta.
Ao chegarem, os jovens são afastados das suas famílias e cobertos de argila branca. Eles passam então três semanas de isolamento na transição de meninos para homens antes de retornarem para casa.
Como parte da cerimônia, os iniciados devem ser circuncidados por cirurgiões tradicionais com anos de experiência. No entanto, muitas circuncisões são realizadas por pessoas sem qualificação que operam escolas de iniciação ilegais, utilizando lanças velhas, tesouras ou lâminas de barbear para executar procedimentos cirúrgicos terríveis.
O Ulwaluko pode ser fatal. Enquanto a mídia local relatou que 43 meninos morreram nas cerimônias deste ano, em 2024 o número total de mortes nos rituais de inverno e verão chegou a 93, com outros 11 casos de amputação peniana, de acordo com o “Daily Mail”. Muitos cirurgiões amadores fizeram as operações sem anestesia, conforme denunciaram grupos de defesa dos direitos humanos.
Um relatório encomendado pelo governo sul-africano registrou 322 mortes de jovens entre 2021 e 2024, além de milhares de hospitalizações e amputações. As principais causas de morte são gangrena, sepse e desidratação grave — embora alguns garotos relutantes tenham sido esfaqueados, afogados ou espancados até a morte.
Materiais usados em circuncisões criminosas de adolescentes na África do Sul
Reprodução
O documento atribui a responsabilidade a grupos criminosos que estabeleceram escolas de iniciação ilegais e inescrupulosas, utilizando “cirurgiões” e “enfermeiros” sem treinamento que realizam as circuncisões de forma desastrosa. Essas quadrilhas ignoram a lei que proíbe a participação de menores de 16 anos no ritual e cobram altos preços das famílias para realizar o Ulwaluko, muitas vezes com resultados fatais ou horríveis. Há centenas de relatos por ano de escolas ilegais sequestrando meninos de até 12 anos e realizando a cirurgia, forçando os pais a pagar para resgatar seus filhos.
Sem passar pela cerimônia anual conhecida como Ulwaluko, os adolescentes não têm permissão para participar de reuniões tribais, participar de muitas atividades sociais ou considerar a possibilidade de casamento.
Os rituais são realizados há séculos em segredo, em cabanas especialmente construídas, longe das aldeias, onde ninguém, exceto os anciãos tribais e os jovens iniciados, pode entrar. A temporada de inverno das circuncisões vai de meados de maio a meados de julho. A de verão ocorre entre novembro e janeiro.

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Cerimônias de circuncisão em massa na África do Sul resultaram na morte de ao menos 43 meninos e deixaram dezenas de outros mutilados.
Os rituais — conhecidos no país como Ulwaluko — são realizados duas vezes por ano em escolas de iniciação, com o objetivo de preparar os jovens para a vida adulta.
Ao chegarem, os jovens são afastados das suas famílias e cobertos de argila branca. Eles passam então três semanas de isolamento na transição de meninos para homens antes de retornarem para casa.
Como parte da cerimônia, os iniciados devem ser circuncidados por cirurgiões tradicionais com anos de experiência. No entanto, muitas circuncisões são realizadas por pessoas sem qualificação que operam escolas de iniciação ilegais, utilizando lanças velhas, tesouras ou lâminas de barbear para executar procedimentos cirúrgicos terríveis.
O Ulwaluko pode ser fatal. Enquanto a mídia local relatou que 43 meninos morreram nas cerimônias deste ano, em 2024 o número total de mortes nos rituais de inverno e verão chegou a 93, com outros 11 casos de amputação peniana, de acordo com o “Daily Mail”. Muitos cirurgiões amadores fizeram as operações sem anestesia, conforme denunciaram grupos de defesa dos direitos humanos.
Um relatório encomendado pelo governo sul-africano registrou 322 mortes de jovens entre 2021 e 2024, além de milhares de hospitalizações e amputações. As principais causas de morte são gangrena, sepse e desidratação grave — embora alguns garotos relutantes tenham sido esfaqueados, afogados ou espancados até a morte.
Materiais usados em circuncisões criminosas de adolescentes na África do Sul
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O documento atribui a responsabilidade a grupos criminosos que estabeleceram escolas de iniciação ilegais e inescrupulosas, utilizando “cirurgiões” e “enfermeiros” sem treinamento que realizam as circuncisões de forma desastrosa. Essas quadrilhas ignoram a lei que proíbe a participação de menores de 16 anos no ritual e cobram altos preços das famílias para realizar o Ulwaluko, muitas vezes com resultados fatais ou horríveis. Há centenas de relatos por ano de escolas ilegais sequestrando meninos de até 12 anos e realizando a cirurgia, forçando os pais a pagar para resgatar seus filhos.
Sem passar pela cerimônia anual conhecida como Ulwaluko, os adolescentes não têm permissão para participar de reuniões tribais, participar de muitas atividades sociais ou considerar a possibilidade de casamento.
Os rituais são realizados há séculos em segredo, em cabanas especialmente construídas, longe das aldeias, onde ninguém, exceto os anciãos tribais e os jovens iniciados, pode entrar. A temporada de inverno das circuncisões vai de meados de maio a meados de julho. A de verão ocorre entre novembro e janeiro.

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