Duas meninas agrediram estudante de 18 anos no Centrão de Taguatinga; uma delas não era aluna da unidade
Uma das duas meninas que agrediram uma estudante trans de 18 anos dentro do Centro Educacional 02 de Taguatinga, conhecido como Centrão, não era aluna da escola. Segundo a família, ela teria invadido a unidade de ensino usando o uniforme da outra envolvida na agressão. O ataque ocorreu na quinta-feira (13/8).
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Para a irmã da vítima, Natalia Carmo, 38 anos, a presença da jovem de fora da escola indica que o ataque teria sido previamente planejado e motivado por transfobia. “Ela já pegou pelas costas e puxou seu cabelo enquanto a outra discutia. Essa segunda menina nem é da escola; ela já foi para lá com a intenção de agredir minha irmã por ela ser quem é. Ou seja, foi transfobia”, relatou Natalia.
Segundo a irmã, a vítima estava lanchando no refeitório quando percebeu que as duas meninas a encaravam. Ao se levantar para sair, uma delas teria ido tirar satisfação por causa da troca de olhares, enquanto a outra a atacou pelas costas. A própria agressora publicou o vídeo do ataque nas redes sociais com a frase: “Traveco aqui leva é na cara”. Em outras postagens, afirmou que, na escola dela, “traveco não se cria” e que a vítima “ia apanhar mesmo”.
Desde o episódio, a vítima não voltou às aulas. Segundo Natalia, a irmã está muito abalada e constrangida com os colegas. A família considera transferi-la de escola por receio de que as agressões se repitam. “Teremos que mudar ela de escola, já que a agressora que é matriculada lá sofreu apenas uma advertência e já está autorizada a voltar às aulas. Ela deveria ser expulsa, porque agora minha irmã foi expulsa indiretamente”, afirmou.
A família denuncia que o ataque foi planejado e motivado por transfobia, após uma das agressoras invadir a escola com uniforme de colega.
Após a agressão, as envolvidas foram encaminhadas à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), onde prestaram depoimento. Como a vítima tem 18 anos, ela também compareceu posteriormente à 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) para registrar a ocorrência.
A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que a Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga tem conhecimento do episódio e acompanha o caso. Segundo a pasta, a gestão escolar agiu para conter a briga e adotou medidas disciplinares e pedagógicas, incluindo a suspensão das estudantes envolvidas. A SEEDF repudiou qualquer forma de discriminação ou violência no ambiente escolar e afirmou que permanece à disposição para colaborar com as autoridades.
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