Influenciadores questionam se atacante deixou de cobrar para proteger Bet, mas não há provas
Uma teoria conspiratória ganhou força nas redes sociais após a eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo 2026. Segundo a versão que circula, Vinícius Júnior teria deixado de cobrar o pênalti no primeiro tempo de propósito para beneficiar a casa de apostas da qual é embaixador. O vídeo que popularizou a tese mostra o atacante segurando a bola, conversando com Bruno Guimarães e depois entregando a cobrança.
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De acordo com a teoria, antes do jogo a casa de apostas (Bet) oferecia cotação elevada (3,30) para Vinícius Júnior marcar um gol na partida. Alguns influenciadores alegam que, se o atacante tivesse convertido o pênalti, a casa teria sofrido prejuízo com as apostas feitas nesse mercado. No lance, Vini Jr. segurou a bola e acabou entregando para Bruno Guimarães, que perdeu a cobrança e viu o goleiro norueguês defender.
A comissão técnica da Seleção Brasileira, no entanto, deu outra versão. O técnico Carlo Ancelotti explicou que a ordem dos cobradores de pênalti foi definida antes do jogo com base em estatísticas internas. Segundo o italiano, Bruno Guimarães era o melhor batedor disponível em campo naquele momento, atrás apenas de jogadores que não estavam em condições de cobrar naquele instante. O próprio Vinícius Júnior confirmou que a escolha partiu do técnico.
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A teoria de que Vinícius Júnior teria se recusado a bater o pênalti para proteger uma casa de apostas não tem qualquer prova e foi negada tanto pelo jogador quanto pela comissão técnica.
Vinícius Júnior afirmou que nunca fugiu de responsabilidade e que a escolha do cobrador foi do técnico. “O Mister escolheu o Bruno. Eu nunca fui vaidoso e nunca quis a artilharia da competição”, declarou o atacante. Davide Ancelotti, auxiliar e filho do técnico, também confirmou que a decisão foi pré-definida na preleção e comunicada aos jogadores.
O episódio mostra o quanto o futebol atual está misturado com o mercado de apostas. Casas de apostas são patrocinadoras de clubes e de jogadores, e qualquer decisão em campo vira objeto de especulação. No caso de Vinícius Júnior, a teoria se espalhou rapidamente, mesmo sem evidências, e ganhou força por causa da alta cotação oferecida pela casa da qual ele é embaixador. A coincidência entre a cotação elevada e a entrega da bola para Bruno Guimarães alimentou a narrativa nas redes.
Até o momento, não há qualquer indício concreto de manipulação ou de interferência da casa de apostas na decisão da cobrança. O que existe é uma narrativa construída nas redes sociais a partir da coincidência entre a alta cotação e a recusa aparente do jogador em bater o pênalti. A versão oficial da comissão técnica e do próprio atleta continua sendo a mais consistente e até agora não foi desmentida por nenhuma prova. O caso serve de alerta para o quanto o futebol está vulnerável a teorias de conspiração quando o dinheiro das apostas está em jogo.
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