quinta-feira, junho 11, 2026

PCDF prende homem por crimes sexuais cibernético em SP e identifica rede com vítimas em todo o país

Na última terça-feira (9), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 19ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), deflagrou a Operação Acônito. A ação policial resultou na prisão de um homem de 32 anos na cidade de Carapicuíba (SP), responsável por aliciamento de menores e armazenamento de pornografia infantojuvenil. A operação desarticulou um esquema cibernético de exploração sexual que fazia vítimas em múltiplas regiões do Brasil.

O trabalho investigativo teve início em maio de 2025, quando um pai denunciou que seu filho, um adolescente de 13 anos, estava sendo aliciado via aplicativo de mensagens. No celular do jovem, o contato do agressor estava dissimuladamente salvo com o emoji de um lobo (?). O nome da operação, Acônito, é uma referência à planta mitológica europeia conhecida como “mata-lobos” (Wolfsbane), uma mensagem de que predadores que se escondem no anonimato virtual para caçar vulneráveis serão identificados e responsabilizados por seus atos.

Modus Operandi

As apurações revelaram que o criminoso utilizava plataformas populares de jogos online, como Free Fire e Roblox, além de lives de conteúdo adulto, como seu principal ambiente de localização de vítimas. Aproveitando-se da vulnerabilidade do público infantojuvenil, ele ganhava a confiança das vítimas durante as partidas e as levava para conversas privadas no WhatsApp.

As investigações apontam que o suspeito atuava como uma espécie de “diretor” da exploração sexual digital. Ele orientava adolescentes sobre a forma de produção dos vídeos, indicando duração, enquadramento, posições e outros detalhes dos atos libidinosos contidos nas mídias que  seriam enviadas. Em troca, oferecia moedas virtuais em jogos como Free Fire e Roblox, conhecidas como “Robux” e “Dimas”, pagamentos por “Pix” e até presentes enviados por aplicativos de entrega.

Operação

Com o uso de técnicas de investigação digital e inteligência policial, a equipe de policiais da SAM da 19ª Delegacia de Polícia, conseguiu rastrear os passos do criminoso e quebrar seu anonimato. Para dar cumprimento ao mandado de busca e apreensão, os policiais viajaram mais de mil quilômetros até a Região Metropolitana de São Paulo. A incursão e o cerco tático contaram com o apoio operacional do Grupo de Operações Especiais 03 (GOE 03) da Delegacia Seccional de Carapicuíba da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP).

A diligência teve, ainda, a participação de um Perito Criminal especialista em crimes cibernéticos do Instituto de Criminalística (IC/PCDF). Durante a busca na residência, a triagem técnica imediata nos aparelhos eletrônicos apreendidos atestou a materialidade do crime, flagrando acervo de imagens e vídeos de exploração sexual infanto juvenil, o que fundamentou a prisão em flagrante do autor – Estupro de Vulnerável (Art. 217-A, CP) e Crimes do ECA (Arts. 240, 241-B e 241-D) – Ambiente Virtual.

Os indícios coletados no local revelaram uma teia criminosa alarmante de escala nacional, tendo sido identificado ao menos outras 12 novas possíveis vítimas, mapeando aliciamentos no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e na Região Nordeste. Todo o material será periciado no DF para extração de dados, identificação das vítimas e compartilhamento de provas com as Polícias Civis dos demais estados atingidos, garantindo que a justiça alcance toda a rede de exploração.

Assessoria de Comunicação – PCDF
PCDF, excelência na investigação



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Na última terça-feira (9), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 19ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), deflagrou a Operação Acônito. A ação policial resultou na prisão de um homem de 32 anos na cidade de Carapicuíba (SP), responsável por aliciamento de menores e armazenamento de pornografia infantojuvenil. A operação desarticulou um esquema cibernético de exploração sexual que fazia vítimas em múltiplas regiões do Brasil.

O trabalho investigativo teve início em maio de 2025, quando um pai denunciou que seu filho, um adolescente de 13 anos, estava sendo aliciado via aplicativo de mensagens. No celular do jovem, o contato do agressor estava dissimuladamente salvo com o emoji de um lobo (?). O nome da operação, Acônito, é uma referência à planta mitológica europeia conhecida como “mata-lobos” (Wolfsbane), uma mensagem de que predadores que se escondem no anonimato virtual para caçar vulneráveis serão identificados e responsabilizados por seus atos.

Modus Operandi

As apurações revelaram que o criminoso utilizava plataformas populares de jogos online, como Free Fire e Roblox, além de lives de conteúdo adulto, como seu principal ambiente de localização de vítimas. Aproveitando-se da vulnerabilidade do público infantojuvenil, ele ganhava a confiança das vítimas durante as partidas e as levava para conversas privadas no WhatsApp.

As investigações apontam que o suspeito atuava como uma espécie de “diretor” da exploração sexual digital. Ele orientava adolescentes sobre a forma de produção dos vídeos, indicando duração, enquadramento, posições e outros detalhes dos atos libidinosos contidos nas mídias que  seriam enviadas. Em troca, oferecia moedas virtuais em jogos como Free Fire e Roblox, conhecidas como “Robux” e “Dimas”, pagamentos por “Pix” e até presentes enviados por aplicativos de entrega.

Operação

Com o uso de técnicas de investigação digital e inteligência policial, a equipe de policiais da SAM da 19ª Delegacia de Polícia, conseguiu rastrear os passos do criminoso e quebrar seu anonimato. Para dar cumprimento ao mandado de busca e apreensão, os policiais viajaram mais de mil quilômetros até a Região Metropolitana de São Paulo. A incursão e o cerco tático contaram com o apoio operacional do Grupo de Operações Especiais 03 (GOE 03) da Delegacia Seccional de Carapicuíba da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP).

A diligência teve, ainda, a participação de um Perito Criminal especialista em crimes cibernéticos do Instituto de Criminalística (IC/PCDF). Durante a busca na residência, a triagem técnica imediata nos aparelhos eletrônicos apreendidos atestou a materialidade do crime, flagrando acervo de imagens e vídeos de exploração sexual infanto juvenil, o que fundamentou a prisão em flagrante do autor – Estupro de Vulnerável (Art. 217-A, CP) e Crimes do ECA (Arts. 240, 241-B e 241-D) – Ambiente Virtual.

Os indícios coletados no local revelaram uma teia criminosa alarmante de escala nacional, tendo sido identificado ao menos outras 12 novas possíveis vítimas, mapeando aliciamentos no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e na Região Nordeste. Todo o material será periciado no DF para extração de dados, identificação das vítimas e compartilhamento de provas com as Polícias Civis dos demais estados atingidos, garantindo que a justiça alcance toda a rede de exploração.

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