terça-feira, junho 9, 2026

Comissão aprova parecer prévio sobre Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias


Comissão aprova parecer prévio sobre Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias

Texto traz questionamentos ao Poder Executivo sobre pontos que podem comprometer o futuro fiscal do DF, entre eles a crise do BRB e o risco previdenciário

A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa (CEOF) aprovou, em reunião ordinária nessa terça-feira (9), o parecer preliminar do PL nº 2323/2026, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2027.

Embora tenha votado pela aprovação, o relator, deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), destacou que o projeto apresenta pontos que precisam ser esclarecidos, pois “podem comprometer o futuro fiscal do DF”. O relatório elencou 37 questionamentos que devem ser respondidos pelo Poder Executivo até 19 de junho.

De acordo com Pedrosa — presidente da CEOF —, os pontos críticos apontam para uma crise fiscal estrutural: “O Executivo projeta déficits nominais anuais de quase R$ 915 milhões para o triênio, com nossa margem para novas despesas obrigatórias estrangulada em apenas R$ 166,98 milhões. O caixa do DF está no limite”, salientou o distrital. Ele também advertiu sobre o “risco sistêmico do BRB” e o risco previdenciário, com o aumento do “rombo” do Iprev-DF.

Ainda de acordo com o relatório, o DF pode perder R$ 1,5 bilhão por ano em receitas correntes caso a Justiça entenda que o imposto de renda dos servidores das forças de segurança passe a ser arrecadado pelo governo federal.

Em seu relatório, Eduardo Pedrosa defendeu que o Colégio de Líderes debata a diminuição do teto das emendas parlamentares individuais de 2% para 1,55% da Receita Corrente Líquida, por alterar prerrogativas dos deputados.

A deputada Paula Belmonte (PSDB), único voto contrário dos cinco deputados presentes, questionou a aprovação do parecer. “Ele fala em risco sistêmico do BRB. Eu quero entender o que ele quer dizer com ‘situação grave’ e eu quero entender também se esse parecer preliminar não faz a mensuração do que é o prejuízo”, questionou.

Em resposta, o deputado Jorge Vianna (Democrata) disse que “tudo pode mudar” no projeto de lei. “Esse parecer não está dando poder nenhum para o Estado ainda em relação ao ano que vem”. A deputada Jaqueline Silva (MDB), reforçou: “Esse é o rito legal. A gente está votando um parecer preliminar, depois vem o parcial e depois o final”.

Pedrosa também destacou a formalidade do trâmite. “Ninguém está votando aqui para aprovação de nada. Estamos votando pela admissibilidade de um parecer com questionamentos ao governo, para que ele tenha que se explicar, como a gente fez aqui todas as vezes”, argumentou.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias define, a cada ano, as prioridades do governo e as regras para elaborar o orçamento. Ela estabelece metas fiscais, limites de gastos e orienta como os recursos públicos serão distribuídos. Funciona como um guia que conecta o planejamento de médio prazo ao orçamento anual, e deve ser votado até 30 de junho.

Outros projetos

Durante a reunião, foi aprovada a convocação da secretária de Mobilidade Urbana do DF, Sandra Maria Holanda de França, para prestar depoimento ao Plenário da CLDF acerca das ações estratégicas da pasta frente a crise estrutural dos transportes, das despesas de gestões anteriores e sobre os impactos da tarifa técnica e subsídios.

A comissão aprovou ainda o Projeto de Lei nº 2191/2021, que dispõe sobre as diretrizes para o incentivo ao acesso e para o empreendedorismo voltados à Tecnologia Assistiva (TA) às pessoas idosas.

De autoria do deputado Martins Machado (Republicanos), o texto elenca entre os objetivos promover a independência, a qualidade de vida e a inclusão social por meio da ampliação da comunicação, mobilidade, aprendizagem e trabalho; eliminar barreiras sensoriais, motoras e cognitivas; favorecer o acesso e a participação autônoma em projetos pedagógicos; estimular a pesquisa, a inovação tecnológica e a criação de novos produtos e mercados; bem como aumentar a renda e o crescimento econômico dos setores abrangidos pela política.

Por fim, foi aprovado o PL nº 884/2024, que reconhece como de relevante interesse social e cultural a Associação Cultural de Arte Inclusiva (Namastê). A proposição é de autoria do deputado Eduardo Pedrosa.



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Comissão aprova parecer prévio sobre Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias

Texto traz questionamentos ao Poder Executivo sobre pontos que podem comprometer o futuro fiscal do DF, entre eles a crise do BRB e o risco previdenciário

A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa (CEOF) aprovou, em reunião ordinária nessa terça-feira (9), o parecer preliminar do PL nº 2323/2026, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2027.

Embora tenha votado pela aprovação, o relator, deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), destacou que o projeto apresenta pontos que precisam ser esclarecidos, pois “podem comprometer o futuro fiscal do DF”. O relatório elencou 37 questionamentos que devem ser respondidos pelo Poder Executivo até 19 de junho.

De acordo com Pedrosa — presidente da CEOF —, os pontos críticos apontam para uma crise fiscal estrutural: “O Executivo projeta déficits nominais anuais de quase R$ 915 milhões para o triênio, com nossa margem para novas despesas obrigatórias estrangulada em apenas R$ 166,98 milhões. O caixa do DF está no limite”, salientou o distrital. Ele também advertiu sobre o “risco sistêmico do BRB” e o risco previdenciário, com o aumento do “rombo” do Iprev-DF.

Ainda de acordo com o relatório, o DF pode perder R$ 1,5 bilhão por ano em receitas correntes caso a Justiça entenda que o imposto de renda dos servidores das forças de segurança passe a ser arrecadado pelo governo federal.

Em seu relatório, Eduardo Pedrosa defendeu que o Colégio de Líderes debata a diminuição do teto das emendas parlamentares individuais de 2% para 1,55% da Receita Corrente Líquida, por alterar prerrogativas dos deputados.

A deputada Paula Belmonte (PSDB), único voto contrário dos cinco deputados presentes, questionou a aprovação do parecer. “Ele fala em risco sistêmico do BRB. Eu quero entender o que ele quer dizer com ‘situação grave’ e eu quero entender também se esse parecer preliminar não faz a mensuração do que é o prejuízo”, questionou.

Em resposta, o deputado Jorge Vianna (Democrata) disse que “tudo pode mudar” no projeto de lei. “Esse parecer não está dando poder nenhum para o Estado ainda em relação ao ano que vem”. A deputada Jaqueline Silva (MDB), reforçou: “Esse é o rito legal. A gente está votando um parecer preliminar, depois vem o parcial e depois o final”.

Pedrosa também destacou a formalidade do trâmite. “Ninguém está votando aqui para aprovação de nada. Estamos votando pela admissibilidade de um parecer com questionamentos ao governo, para que ele tenha que se explicar, como a gente fez aqui todas as vezes”, argumentou.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias define, a cada ano, as prioridades do governo e as regras para elaborar o orçamento. Ela estabelece metas fiscais, limites de gastos e orienta como os recursos públicos serão distribuídos. Funciona como um guia que conecta o planejamento de médio prazo ao orçamento anual, e deve ser votado até 30 de junho.

Outros projetos

Durante a reunião, foi aprovada a convocação da secretária de Mobilidade Urbana do DF, Sandra Maria Holanda de França, para prestar depoimento ao Plenário da CLDF acerca das ações estratégicas da pasta frente a crise estrutural dos transportes, das despesas de gestões anteriores e sobre os impactos da tarifa técnica e subsídios.

A comissão aprovou ainda o Projeto de Lei nº 2191/2021, que dispõe sobre as diretrizes para o incentivo ao acesso e para o empreendedorismo voltados à Tecnologia Assistiva (TA) às pessoas idosas.

De autoria do deputado Martins Machado (Republicanos), o texto elenca entre os objetivos promover a independência, a qualidade de vida e a inclusão social por meio da ampliação da comunicação, mobilidade, aprendizagem e trabalho; eliminar barreiras sensoriais, motoras e cognitivas; favorecer o acesso e a participação autônoma em projetos pedagógicos; estimular a pesquisa, a inovação tecnológica e a criação de novos produtos e mercados; bem como aumentar a renda e o crescimento econômico dos setores abrangidos pela política.

Por fim, foi aprovado o PL nº 884/2024, que reconhece como de relevante interesse social e cultural a Associação Cultural de Arte Inclusiva (Namastê). A proposição é de autoria do deputado Eduardo Pedrosa.



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