O acordo saiu: o GDF e União acertaram os termos para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito para tentar salvar o BRB.
Mas o números assustam: entre juros e outros serão quase R$ 15 bilhões para serem pagos ao longo de dez anos.
Dez anos.
Isso significa que, independentemente de o banco se salvar ou não, o Distrito Federal vai ficar com o nariz fora d’água durante uma década inteira. Mal conseguirá respirar.
Não haverá dinheiro para novo hospital, nova escola, nova UPA, novo posto de saúde, nova estrada, nova linha de metrô ou expansão de ônibus… A cidade vai entrar em colapso.
Servidores públicos — que já têm salários defasados há anos — podem esquecer reajuste. A grande maioria vai passar a próxima década vendo o poder de compra derreter com a inflação, sem perspectiva nenhuma de correção.
E o pior: tudo isso para tentar salvar um banco que foi destruído por decisões tomadas dentro do próprio governo que Celina ajudou a comandar.
A Lei de Responsabilidade Fiscal é clara: operações desse tipo precisam demonstrar custo-benefício positivo. Aqui o custo-benefício é claramente negativo. Estamos hipotecando dez anos de investimentos públicos, serviços essenciais e qualidade de vida da população para tentar ressuscitar um banco que talvez já não tenha mais salvação.
Seria muito mais honesto — e menos danoso — deixar o BRB seguir seu caminho natural (mesmo que seja a liquidação) do que colocar toda a estrutura do DF em risco contra uma dívida monumental.
Celina, pare com isso enquanto ainda é possível.
Esse empréstimo não é salvação. É uma corda no pescoço do Distrito Federal por dez longos anos.
Durmam com isso. Ou acordem e observem: quando uma governadora prefere arriscar o futuro de toda uma população para proteger um banco que ajudou a afundar, não está governando. Está apenas transferindo o prejuízo para o bolso e para o dia a dia do cidadão comum.
Pare, Celina. Pelo bem de Brasília, pare.
