quinta-feira, maio 28, 2026

Operação Búrica, da PCDF, mira grupo que coordenou ataques a ônibus em janeiro

A Polícia Civil do Distrito Federal, por intermédio da DRFV II/Corpatri, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 28, a Operação Búrica, destinada ao cumprimento de três mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão domiciliar em desfavor de investigados envolvidos em uma série de ataques coordenados contra ônibus do transporte coletivo urbano do Distrito Federal.

Os mandados judiciais foram cumpridos nas regiões administrativas de Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Gama, Planaltina e em Águas Lindas de Goiás/GO, locais vinculados aos investigados apontados como integrantes do núcleo responsável pelos ataques. Durante as diligências, também foi apreendido o veículo utilizado na dinâmica criminosa investigada.

As investigações tiveram início após os ataques registrados em 15 de janeiro de 2026, ocasião em que 57 ônibus foram alvo de ações criminosas praticadas entre aproximadamente 18h e 23h, em diversas regiões administrativas do Distrito Federal, incluindo Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Plano Piloto.

Segundo apurado pela investigação, os autores utilizavam pedras, bolas de gude e estilingues para atingir os coletivos em circulação, causando destruição de vidros, danos estruturais e colocando em risco motoristas, passageiros e demais usuários das vias públicas. A dinâmica dos fatos evidenciou atuação coordenada e sucessiva, com deslocamento territorial organizado e utilização de veículo automotor para execução dos ataques.

As diligências conduzidas pela DRFV II, com apoio da Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento, da Divisão de Inteligência Policial e das Delegacias Circunscricionais das regiões administrativas, identificaram fortes indícios de que os ataques teriam sido motivados por retaliação relacionada à demissão de funcionários vinculados a grupo de oposição sindical da empresa concessionária.

Conforme apurado, integrantes desse grupo passaram a pressionar administradores da empresa após os desligamentos ocorridos em 9 de janeiro de 2026, culminando, dias depois, na série de ataques coordenados ao sistema de transporte coletivo.

Outro elemento relevante identificado durante as diligências foi a criação, no dia seguinte aos ataques, de um grupo em aplicativo de convesra denominado “Rodoviários na Resistência”, cuja descrição continha mensagens de mobilização e enfrentamento. Diversos investigados integravam o referido grupo, criado logo após os ataques, circunstância considerada relevante para demonstrar vínculo, articulação e manutenção de canal de comunicação entre os envolvidos no contexto investigado.

Os elementos informativos também revelaram contatos telefônicos entre investigados no período imediatamente posterior aos ataques, além de indícios de tentativa deliberada de dificultar rastreamento telemático durante a execução dos crimes.

A investigação apontou ainda a utilização reiterada de um veículo VW/Gol vermelho, apreendido durante a operação, identificado em diversos locais e horários compatíveis com os ataques, funcionando como plataforma logística para a prática criminosa. As análises técnicas demonstraram que os arremessos eram realizados simultaneamente em diferentes direções, indicando a participação coordenada de múltiplos ocupantes no interior do automóvel.

Ao todo, as investigações apontam o envolvimento de pelo menos oito investigados diretamente vinculados ao núcleo operacional e articulador dos ataques. Todos investigados por participação nos atos criminosos e possível integração em associação criminosa voltada à prática dos ataques coordenados.

Os investigados poderão responder pelos crimes de dano qualificado (art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal), atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública (art. 265 do Código Penal) e associação criminosa (art. 288 do Código Penal). Somadas, as penas podem ultrapassar 10 anos de reclusão, sem prejuízo de outras imputações eventualmente identificadas no decorrer das investigações.

O nome “Búrica” faz referência ao objeto utilizado nos ataques (as bolas de gude arremessadas contra os coletivos) elemento central do modus operandi identificado ao longo da investigação policial.

As diligências seguem em andamento com o objetivo de aprofundar a identificação de demais envolvidos, esclarecer a divisão de tarefas entre os executores e reunir novos elementos probatórios relacionados à organização e financiamento das ações criminosas.

 



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A Polícia Civil do Distrito Federal, por intermédio da DRFV II/Corpatri, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 28, a Operação Búrica, destinada ao cumprimento de três mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão domiciliar em desfavor de investigados envolvidos em uma série de ataques coordenados contra ônibus do transporte coletivo urbano do Distrito Federal.

Os mandados judiciais foram cumpridos nas regiões administrativas de Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Gama, Planaltina e em Águas Lindas de Goiás/GO, locais vinculados aos investigados apontados como integrantes do núcleo responsável pelos ataques. Durante as diligências, também foi apreendido o veículo utilizado na dinâmica criminosa investigada.

As investigações tiveram início após os ataques registrados em 15 de janeiro de 2026, ocasião em que 57 ônibus foram alvo de ações criminosas praticadas entre aproximadamente 18h e 23h, em diversas regiões administrativas do Distrito Federal, incluindo Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Plano Piloto.

Segundo apurado pela investigação, os autores utilizavam pedras, bolas de gude e estilingues para atingir os coletivos em circulação, causando destruição de vidros, danos estruturais e colocando em risco motoristas, passageiros e demais usuários das vias públicas. A dinâmica dos fatos evidenciou atuação coordenada e sucessiva, com deslocamento territorial organizado e utilização de veículo automotor para execução dos ataques.

As diligências conduzidas pela DRFV II, com apoio da Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento, da Divisão de Inteligência Policial e das Delegacias Circunscricionais das regiões administrativas, identificaram fortes indícios de que os ataques teriam sido motivados por retaliação relacionada à demissão de funcionários vinculados a grupo de oposição sindical da empresa concessionária.

Conforme apurado, integrantes desse grupo passaram a pressionar administradores da empresa após os desligamentos ocorridos em 9 de janeiro de 2026, culminando, dias depois, na série de ataques coordenados ao sistema de transporte coletivo.

Outro elemento relevante identificado durante as diligências foi a criação, no dia seguinte aos ataques, de um grupo em aplicativo de convesra denominado “Rodoviários na Resistência”, cuja descrição continha mensagens de mobilização e enfrentamento. Diversos investigados integravam o referido grupo, criado logo após os ataques, circunstância considerada relevante para demonstrar vínculo, articulação e manutenção de canal de comunicação entre os envolvidos no contexto investigado.

Os elementos informativos também revelaram contatos telefônicos entre investigados no período imediatamente posterior aos ataques, além de indícios de tentativa deliberada de dificultar rastreamento telemático durante a execução dos crimes.

A investigação apontou ainda a utilização reiterada de um veículo VW/Gol vermelho, apreendido durante a operação, identificado em diversos locais e horários compatíveis com os ataques, funcionando como plataforma logística para a prática criminosa. As análises técnicas demonstraram que os arremessos eram realizados simultaneamente em diferentes direções, indicando a participação coordenada de múltiplos ocupantes no interior do automóvel.

Ao todo, as investigações apontam o envolvimento de pelo menos oito investigados diretamente vinculados ao núcleo operacional e articulador dos ataques. Todos investigados por participação nos atos criminosos e possível integração em associação criminosa voltada à prática dos ataques coordenados.

Os investigados poderão responder pelos crimes de dano qualificado (art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal), atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública (art. 265 do Código Penal) e associação criminosa (art. 288 do Código Penal). Somadas, as penas podem ultrapassar 10 anos de reclusão, sem prejuízo de outras imputações eventualmente identificadas no decorrer das investigações.

O nome “Búrica” faz referência ao objeto utilizado nos ataques (as bolas de gude arremessadas contra os coletivos) elemento central do modus operandi identificado ao longo da investigação policial.

As diligências seguem em andamento com o objetivo de aprofundar a identificação de demais envolvidos, esclarecer a divisão de tarefas entre os executores e reunir novos elementos probatórios relacionados à organização e financiamento das ações criminosas.

 



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