A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), por meio da Escola do Legislativo, realizou nesta quarta-feira, 27, o curso “Funcionamento, Potencialidades e Limitações; Aplicações Práticas da IA no Ambiente de Trabalho Institucional”. A capacitação reuniu servidores no Auditório Francisco Gedda e teve como foco o uso responsável da Inteligência Artificial (IA) no serviço público.
Voltado especialmente para servidores, o curso abordou conceitos de IA e IA Generativa, elaboração de prompts, análise documental, produção assistida de textos técnicos, ética, proteção de dados e riscos do uso inadequado da tecnologia.
Servidora da Assessoria Técnica de Compliance da Casa, Mari Barroso destacou a receptividade do público e afirmou que o tema já faz parte da realidade institucional. Segundo ela, o auditório ficou cheio e a participação foi intensa, o que mostra que a inteligência artificial é um assunto atual e necessário no serviço público.
Mari explicou que a iniciativa surgiu na Assessoria Técnica de Compliance, em conjunto com a assessora técnica de Compliance da Gestão de Riscos, Institucionais e Conformidades, Kelly Morgana Afiune, para aproximar os servidores das novas tecnologias e mostrar como elas podem contribuir para a eficiência do trabalho.
“A inteligência artificial está em voga e precisamos estar antenados às ferramentas que facilitam a comunicação, a organização e o trabalho institucional. Essa é a proposta do compliance: trazer iniciativas que agreguem valor ao servidor e melhorem os processos da Casa”, pontuou.
A servidora ressaltou que a tecnologia deve ser vista como aliada no ambiente profissional e que não deve ser vista como inimiga. “Ela veio para facilitar o dia a dia e contribuir com mais eficiência no trabalho.”
Contexto institucional
O professor Ricardo Vilaverde de Oliveira explicou que a proposta do curso foi apresentar a IA de forma prática, acessível e responsável, dentro do contexto institucional. “A inteligência artificial já está na rotina das instituições e o serviço público não pode ficar distante dessa transformação. O mais importante é utilizar as ferramentas com responsabilidade, supervisão humana e senso crítico”, afirmou.
Segundo o professor, a capacitação buscou desmistificar o uso da IA e mostrar que a tecnologia pode apoiar atividades técnicas, administrativas e analíticas, sem substituir a atuação humana. Ele destacou que a IA auxilia na organização de informações, revisão de documentos, elaboração de textos e análise preliminar de conteúdos, desde que usada com critérios éticos e atenção à proteção de dados sensíveis.
O instrutor disse que, mais do que aprender a usar ferramentas, é preciso desenvolver visão crítica sobre a tecnologia. Segundo ele, a IA tem grande potencial para apoiar o trabalho institucional, mas exige validação humana, responsabilidade e entendimento dos limites.
