Malu Gaspar revela reunião secreta no feriado de 1º de maio que revelou preocupação do Banco Central com a crise de liquidez do banco do DF. Celina Leão (PP) tentou reunião com Lula, mas não obteve sucesso.
O Banco Central (BC) pressionou dirigentes do Banco de Brasília (BRB) durante reunião secreta realizada no feriado de 1º de maio. Diretores e técnicos do órgão regulador cobraram uma alternativa rápida à crise de liquidez e chegaram a sugerir que alguma medida poderia ser tomada ainda no final de semana caso a situação do banco se revelasse insolúvel.
No encontro, falou-se em realizar uma intervenção, mas também foi cogitada a possibilidade de fatiar algumas áreas do banco e repassar a concorrentes. Executivos do BRB interpretaram a sugestão como uma forma de pressão pela privatização da instituição.
Participaram pelo BC os diretores Ailton de Aquino (Fiscalização) e Gilneu Vivan (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução), além de três técnicos. Pelo BRB estiveram o presidente Nelson de Souza, os diretores Antônio José Barreto de Araújo Júnior (Finanças e Controladoria) e Ana Paula Teixeira (Controles e Riscos), e o secretário de Economia do DF, Valdivino José de Oliveira.
A conversa durou duas horas. Os diretores do BC se disseram preocupados com a crise de liquidez e pediram transparência total sobre a real situação do banco. O BRB informou que deve receber R$ 4 bilhões da venda de ativos do Banco Master até o dia 20 de maio e cobrou do BC que respeite o prazo que ele próprio estabeleceu.
O governo federal, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem dado ordem clara para que não haja qualquer tipo de socorro ao BRB. Celina Leão (PP) tentou agenda com Lula nos últimos dias para tratar do assunto, mas não obteve sucesso. Auxiliares do presidente afirmam que a crise foi criada pelo próprio Distrito Federal e deve ser resolvida localmente.
Caso nenhuma das alternativas em negociação avance, a privatização ou o fatiamento do banco surge como possibilidade real. O BC prefere soluções de mercado, especialmente porque uma intervenção em um banco estatal com depósitos judiciais de vários tribunais e carteiras de consignado seria extremamente complexa.
#metrópoles #bsbtimes #oxadrezdapolitica #brasiliaeumovo #jornalistaheliorosa #governomaster #brb #bancocentral #celinaleao #privatizacao #lula #escandalomaster
