quinta-feira, abril 30, 2026

Delegada de repressão aos crimes de discriminação recebe título de Cidadã Honorária de Brasília


Delegada de repressão aos crimes de discriminação recebe título de Cidadã Honorária de Brasília

Delegada na PCDF desde 1999, Ângela Maria dos Santos teve forte atuação em Ceilândia e é especialista no enfrentamento à violência doméstica e familiar

Em noite de muita emoção, a Câmara Legislativa do Distrito Federal entregou, na quarta-feira (29), o título de Cidadã Honorária de Brasília para Ângela Maria dos Santos, delegada chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, Orientação Sexual, Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). A homenagem foi iniciativa do deputado Chico Vigilante (PT), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Procurador Especial do Idoso. 

Ao abrir a sessão solene, Vigilante explicou que homenagem celebra “uma trajetória de dedicação, coragem e profundo compromisso com a dignidade humana”. “Uma mulher que fez da proteção aos vulneráveis a sua missão de vida, ajudando a construir uma capital mais justa, humana e solidária. O que nos move hoje é a gratidão por seu olhar humanizado que resultou em protocolos pioneiros de atendimento e no projeto Decrin vai às escolas”, argumentou o distrital.

O deputado Fábio Felix (PSOL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Legislação Participativa, destacou que a Decrin é “fruto da conquista dos movimentos sociais desta cidade, pois trata de uma pauta muito importante, mas que sempre foi silenciada”. “Trata-se de uma delegacia que tem uma métrica muito diferente de atuação. Uma delegacia especializada que acolhe a população LGBT e faz a diferença. Fico muito feliz com essa homenagem, que acaba sendo uma homenagem a todos os grupos minorizados desta cidade, que sabem do seu acolhimento”, completou o parlamentar.

 

Divulgação/Gabinete Chico Vigilante

 

Amiga de infância da homenageada, Josilaine da Silva Caldeira enalteceu a relevância pública da homenageada e os mais de 40 anos de amizade e convivência. “Somos amigas de momentos de discordância, às vezes iguais e permanecemos amigas fiéis por mais de 40 anos. Porque lidar com as diferenças, aprender com elas e seguir em frente com respeito é uma das marcas mais fortes da personalidade da homenageada. Ela nunca buscou caminhos fáceis. Ângela sempre buscou caminhos verdadeiros. Essa postura se reflete em toda a sua trajetória”, pontuou ela.

Para a ex-diretora da polícia civil do DF Mainline Alvarenga, Ângela construiu uma trajetória “com muita coragem, sensibilidade, coração puro, força e muita dedicação na defesa das pessoas em situação de vulnerabilidade”.  

Já a delegada de polícia e diretora adjunta do Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil do DF, Marilise Gomes da Silva, disse que a nova cidadã é “acima de tudo uma profissional que tem contribuído de maneira extraordinária para nossa cidade e para nossa instituição”. “Ângela é destas policiais que entenderam deste cedo que distintivo e empatia caminham juntos, que a Lei sem escuta é apenas texto, e que uma delegacia, quando bem conduzida, ela pode ser um lugar onde uma vida recomeça”, analisou. 

João Monteiro Neto, secretário geral da Câmara Legislativa, registrou seus sentimentos em relação ao que a homenageada fez e faz na polícia civil. Para ele, um aspecto que distingue muito a atuação da delegada Ângela é “a leveza e a doçura no trato com as pessoas, sejam elas colegas da polícia, vítimas ou até mesmo com investigados”.

 

Divulgação/Gabinete Chico Vigilante

 

Maria José dos Santos, mãe da homenageada, agradeceu a Deus pela “vida da filha e pelo reconhecimento merecido”. “A Ângela sempre foi uma mulher dedicada, competente e firme em seus propósitos. Eu tenho certeza de que ela ainda pode ir muito mais longe. Como mãe, meu coração se enche de orgulho”, elogiou ela. 

A solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo biográfico sobre Ângela Maria dos Santos.

Trajetória 

Depois de ouvir os pronunciamentos, a nova cidadã de Brasília agradeceu os familiares e amigos e contou como sua formação familiar foi importante para colocá-la na luta por igualdade de gênero e por uma sociedade mais justa. “Hoje é um dia muito especial para mim e para qualquer pessoa agraciada com o título de cidadã honorária de qualquer lugar que seja, mas ser reconhecida como Cidadã Honorária de Brasília, capital do nosso País, não é qualquer coisa. Brasília me traz a sensação de liberdade, de ser quem se é. Não à toa que trabalho numa delegacia que protege o direito de sermos diferentes; o direito de ser tratado com igualdade de condições sendo branco, amarelo, preto, indígena; o direito de poder existir sendo gay, lésbica, bissexual, transexual, intersexo, assexuado ou todas as formas de orientação sexual e identidade de gênero; o direito de se ter a crença que se quiser e até de não ter crença alguma; o direito de poder envelhecer com dignidade e de se sentir bem em seu próprio corpo, seja este corpo magro, gordo, com ou sem deficiência”, completou Ângela Maria dos Santos.

 

Divulgação/Gabinete Chico Vigilante

 

Natural de Uruaçu (GO), Ângela Maria Santos chegou a Brasília após uma trajetória de superação. Tendo cursado Direito em Goiânia, ingressou na PCDF em 1999. Sua carreira na corporação é marcada por uma forte atuação em Ceilândia, onde trabalhou por 15 anos em diversas unidades, incluindo a Delegacia da Criança e do Adolescente e a Delegacia da Mulher. Além da experiência operacional, a homenageada é especialista no enfrentamento à violência doméstica e familiar, atuando também como professora na Escola Superior de Polícia da PCDF e no Ministério da Justiça.

Desde 2019, Ângela está à frente da Decrin, onde implementou protocolos pioneiros de atendimento para a população LGBTQIA+, pessoas idosas e grupos de diversidade religiosa. 



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Delegada de repressão aos crimes de discriminação recebe título de Cidadã Honorária de Brasília

Delegada na PCDF desde 1999, Ângela Maria dos Santos teve forte atuação em Ceilândia e é especialista no enfrentamento à violência doméstica e familiar

Em noite de muita emoção, a Câmara Legislativa do Distrito Federal entregou, na quarta-feira (29), o título de Cidadã Honorária de Brasília para Ângela Maria dos Santos, delegada chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, Orientação Sexual, Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). A homenagem foi iniciativa do deputado Chico Vigilante (PT), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Procurador Especial do Idoso. 

Ao abrir a sessão solene, Vigilante explicou que homenagem celebra “uma trajetória de dedicação, coragem e profundo compromisso com a dignidade humana”. “Uma mulher que fez da proteção aos vulneráveis a sua missão de vida, ajudando a construir uma capital mais justa, humana e solidária. O que nos move hoje é a gratidão por seu olhar humanizado que resultou em protocolos pioneiros de atendimento e no projeto Decrin vai às escolas”, argumentou o distrital.

O deputado Fábio Felix (PSOL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Legislação Participativa, destacou que a Decrin é “fruto da conquista dos movimentos sociais desta cidade, pois trata de uma pauta muito importante, mas que sempre foi silenciada”. “Trata-se de uma delegacia que tem uma métrica muito diferente de atuação. Uma delegacia especializada que acolhe a população LGBT e faz a diferença. Fico muito feliz com essa homenagem, que acaba sendo uma homenagem a todos os grupos minorizados desta cidade, que sabem do seu acolhimento”, completou o parlamentar.

 

Divulgação/Gabinete Chico Vigilante

 

Amiga de infância da homenageada, Josilaine da Silva Caldeira enalteceu a relevância pública da homenageada e os mais de 40 anos de amizade e convivência. “Somos amigas de momentos de discordância, às vezes iguais e permanecemos amigas fiéis por mais de 40 anos. Porque lidar com as diferenças, aprender com elas e seguir em frente com respeito é uma das marcas mais fortes da personalidade da homenageada. Ela nunca buscou caminhos fáceis. Ângela sempre buscou caminhos verdadeiros. Essa postura se reflete em toda a sua trajetória”, pontuou ela.

Para a ex-diretora da polícia civil do DF Mainline Alvarenga, Ângela construiu uma trajetória “com muita coragem, sensibilidade, coração puro, força e muita dedicação na defesa das pessoas em situação de vulnerabilidade”.  

Já a delegada de polícia e diretora adjunta do Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil do DF, Marilise Gomes da Silva, disse que a nova cidadã é “acima de tudo uma profissional que tem contribuído de maneira extraordinária para nossa cidade e para nossa instituição”. “Ângela é destas policiais que entenderam deste cedo que distintivo e empatia caminham juntos, que a Lei sem escuta é apenas texto, e que uma delegacia, quando bem conduzida, ela pode ser um lugar onde uma vida recomeça”, analisou. 

João Monteiro Neto, secretário geral da Câmara Legislativa, registrou seus sentimentos em relação ao que a homenageada fez e faz na polícia civil. Para ele, um aspecto que distingue muito a atuação da delegada Ângela é “a leveza e a doçura no trato com as pessoas, sejam elas colegas da polícia, vítimas ou até mesmo com investigados”.

 

Divulgação/Gabinete Chico Vigilante

 

Maria José dos Santos, mãe da homenageada, agradeceu a Deus pela “vida da filha e pelo reconhecimento merecido”. “A Ângela sempre foi uma mulher dedicada, competente e firme em seus propósitos. Eu tenho certeza de que ela ainda pode ir muito mais longe. Como mãe, meu coração se enche de orgulho”, elogiou ela. 

A solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo biográfico sobre Ângela Maria dos Santos.

Trajetória 

Depois de ouvir os pronunciamentos, a nova cidadã de Brasília agradeceu os familiares e amigos e contou como sua formação familiar foi importante para colocá-la na luta por igualdade de gênero e por uma sociedade mais justa. “Hoje é um dia muito especial para mim e para qualquer pessoa agraciada com o título de cidadã honorária de qualquer lugar que seja, mas ser reconhecida como Cidadã Honorária de Brasília, capital do nosso País, não é qualquer coisa. Brasília me traz a sensação de liberdade, de ser quem se é. Não à toa que trabalho numa delegacia que protege o direito de sermos diferentes; o direito de ser tratado com igualdade de condições sendo branco, amarelo, preto, indígena; o direito de poder existir sendo gay, lésbica, bissexual, transexual, intersexo, assexuado ou todas as formas de orientação sexual e identidade de gênero; o direito de se ter a crença que se quiser e até de não ter crença alguma; o direito de poder envelhecer com dignidade e de se sentir bem em seu próprio corpo, seja este corpo magro, gordo, com ou sem deficiência”, completou Ângela Maria dos Santos.

 

Divulgação/Gabinete Chico Vigilante

 

Natural de Uruaçu (GO), Ângela Maria Santos chegou a Brasília após uma trajetória de superação. Tendo cursado Direito em Goiânia, ingressou na PCDF em 1999. Sua carreira na corporação é marcada por uma forte atuação em Ceilândia, onde trabalhou por 15 anos em diversas unidades, incluindo a Delegacia da Criança e do Adolescente e a Delegacia da Mulher. Além da experiência operacional, a homenageada é especialista no enfrentamento à violência doméstica e familiar, atuando também como professora na Escola Superior de Polícia da PCDF e no Ministério da Justiça.

Desde 2019, Ângela está à frente da Decrin, onde implementou protocolos pioneiros de atendimento para a população LGBTQIA+, pessoas idosas e grupos de diversidade religiosa. 



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