A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) analisa o projeto de resolução nº 6762/26, apresentado pelo deputado Bruno Peixoto (UB), que institui o “Certificado Mestre Bimba”, com o objetivo de reconhecer pessoas que atuam na promoção, preservação e difusão da capoeira e da cultura afro-brasileira. A matéria que já foi aprovada, em primeira fase, será analisada em breve, em segunda votação.
Nascido em Salvador (BA), em 1900, Manoel dos Reis Machado, conhecido como Mestre Bimba, iniciou sua formação ainda jovem e, diante do contexto de marginalização da prática à época, desenvolveu um método estruturado que contribuiu para sua aceitação social. Em 1928, criou a chamada capoeira regional, incorporando técnicas, sequências pedagógicas e critérios de graduação, o que representou um marco na organização da modalidade.
O texto também destaca a criação, em 1932, da primeira academia formal de capoeira no país, iniciativa que ampliou o reconhecimento da prática como expressão cultural legítima. Considerado um dos principais responsáveis pela valorização e institucionalização da capoeira no Brasil, Mestre Bimba formou diversos praticantes, colaborando para a expansão da modalidade no Brasil e no exterior.
Em Goiás, sua atuação teve início em 1973, quando se estabeleceu em Goiânia, onde permaneceu até seu falecimento, em 1974. Sua passagem pelo Estado é apontada como relevante para o fortalecimento da cultura afro-brasileira e para a formação de novos praticantes.
De acordo com a justificativa, a criação do certificado busca valorizar agentes culturais que mantêm viva essa tradição e promovem inclusão social por meio da capoeira, além de preservar a memória de Mestre Bimba como referência histórica e cultural.
“O Certificado Mestre Bimba tem como propósito reconhecer e incentivar aqueles que contribuem para a valorização da capoeira e da cultura afro-brasileira, fortalecendo ações de inclusão social e a preservação das tradições populares em Goiás”, destaca o deputado Bruno Peixoto.
