terça-feira, março 31, 2026

Em audiência pública nesta 3ª-feira, Mauro Rubem põe em debate consolidação de centro de radioterapia do HC-UFG


Por iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT), a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou na manhã desta terça-feira, 31, audiência pública para falar sobre a consolidação do centro de radioterapia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), unidade que atende atualmente 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A reunião teve lugar na Sala das Comissões Júlio da Retífica da Casa de Leis.

Além do propositor, a mesa dos trabalhos foi composta por: enfermeira Vânia Ilário, do centro de radioterapia da UFG; representante da Secretaria de Saúde de Goiânia, Frank Cardoso Viana; representante do Conselho Municipal de Saúde, Maria Francisca da Silva; técnica de enfermagem Marlene Soares; e Alair Luis dos Santos, representante da deputada federal Adriana Accorsi (PT). 

Após abrir o encontro, Mauro Rubem historiou a construção da unidade de radioterapia, iniciada ainda no governo Dilma Rousseff (PT), e que ficou paralisada por um longo período, e agora, no governo Lula (PT), foi retomada e concluída. Ele disse que o objetivo da audiência pública é mostrar a estrutura já existente e dimensionar as próximas ampliações necessárias para que o centro de radioterapia possa dobrar o número de atendimentos, chegando a sua capacidade total.

“O Hospital Araújo Jorge é o centro de referência de oncologia em Goiás e dispõe de um serviço de muita qualidade, mas já funciona com sobrecarga imensa e esse centro pode ajudar muito a resolver esses gargalos. Entretanto, é necessário que se façam ampliações para que os serviços possam se somar e gerar maior qualidade nos atendimentos. Os pacientes oncológicos não podem esperar, precisam de respostas mais urgentes”, afirmou o legislador. 

Representantes e profissionais 

A enfermeira Vânia Ilário informou que a unidade foi inaugurada no final do ano passado, e está atendendo somente os pacientes encaminhados pelo HC. Ela explicou que a unidade conta com acelerador linear, um dos melhores equipamentos do mundo para a radioterapia, mas ainda assim, a unidade não consegue atender a quantidade de pacientes para a qual está preparada por necessitar concluir uma estrutura considerada básica.

De acordo com Vânia Ilário, é necessário que sejam implantadas linhas e pontos de ônibus para atender a população, estacionamento, lanchonete, construção de uma casamata para receber novos equipamentos e, por fim, a contratação de profissionais especializados. 

Frank Cardoso disse que essa audiência reforça o laço da Secretaria Municipal de Saúde com os serviços existentes no município,e com o próprio HC da UFG, que não é uma unidade municipal, mas oferta serviço pela rede SUS. 

“A Secretaria de Saúde de Goiânia também anseia por essas vagas, já que o HC é um grande parceiro que trabalha de forma coesa com o município, mas hoje carece de capacidade operacional e ampliação do serviço. Esse é sempre nosso foco, a gestão busca resolver com os recursos existentes e estamos atentos às prestações de serviços e a qualidade ofertada, trabalhando para que seja possível melhorar cada vez mais a qualidade da saúde”, disse o representante da Secretaria de Saúde de Goiânia.

Paciente

Maria Francisca da Silva disse que é paciente e usuária do SUS e, por isso, toma um remédio amargo desde o seu diagnóstico. Ela pontuou sua preocupação já que a unidade de radioterapia não foi completamente concluída. “Quero citar as emendas, pois temos dinheiro indo não se sabe para onde e enquanto isso os serviços ficam aguardando as ampliações tão necessárias. Também quero ressaltar a ausência dos verdadeiros sujeitos da audiência pública, que são os pacientes.”

Na sequência, a representante dos trabalhadores na Saúde, Marlene Soares, destacou que  sabe o quanto é gratificante trabalhar no SUS. Disse que pegou covid três vezes e ficou com muitas sequelas. “Mas ainda assim tenho o maior orgulho de ser trabalhadora do SUS.”

Ela pontuou diversos procedimentos que devem ser criados pelo sistema para garantir melhor qualidade na saúde. Segundo ela, as organizações sociais (OSs) enfraquecem muito o sistema pelo alto custo, alta rotatividade, baixa qualidade no atendimento e falta de capacitação. 

Alair Luis dos Santos afirmou que a deputada federal Adriana Accorsi também se preocupa muito com a questão do atendimento à saúde no Estado, tendo disponibilizado várias emendas para melhorar o atendimento nesta área tão fundamental para a vida humana. “No interior os atendimentos básicos já são difíceis, a maioria dos municípios precisa de encaminhamento para outros centros ou para a capital. A saúde é o ponto central da vida humana e precisa receber maior atenção.” 

Após as falas dos componentes da mesa, o deputado abriu a fala para os participantes. Enfermeira do HC, Divina Fernandes discorreu sobre a luta pela implantação do centro de radioterapia e atua para isso ocorrer, seja pela estrutura ou pelo chamamento dos concursados. “É um orgulho grande ver que tudo isso se tornou realidade, uma das maiores dificuldades agora é o transporte dos usuários, que muitas vezes não conseguem chegar até lá, são muito carentes e não têm dinheiro nem para o transporte.”

Ela lembrou que outra coisa muito básica é o lanche, pois esses pacientes muitas vezes só recebem alimentação porque os funcionários fazem vaquinha para disponibilizar o lanche para eles. 

Novo serviço

O serviço de radioterapia do HC-UFG foi inaugurado em 12 de dezembro de 2025 e representa um avanço significativo na assistência oncológica em Goiás. A unidade conta com um acelerador linear, equipamento de alta tecnologia utilizado no tratamento do câncer, sendo o primeiro e único no estado a oferecer esse tipo de tratamento exclusivamente pelo SUS, de forma totalmente gratuita. 

O equipamento, instalado no prédio próprio do serviço,recebeu investimento total de R$ 8,5 milhões, enquanto a obra de estrutura física contou com cerca de R$11 milhões. Os recursos são provenientes dos ministério da Saúde e da Educação, por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pela gestão do hospital. O novo serviço integra o programa Agora tem Especialistas, que visa ampliar a capacidade de atendimento oncológico no país e reduzir o tempo de espera na rede pública. 



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Por iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT), a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou na manhã desta terça-feira, 31, audiência pública para falar sobre a consolidação do centro de radioterapia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), unidade que atende atualmente 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A reunião teve lugar na Sala das Comissões Júlio da Retífica da Casa de Leis.

Além do propositor, a mesa dos trabalhos foi composta por: enfermeira Vânia Ilário, do centro de radioterapia da UFG; representante da Secretaria de Saúde de Goiânia, Frank Cardoso Viana; representante do Conselho Municipal de Saúde, Maria Francisca da Silva; técnica de enfermagem Marlene Soares; e Alair Luis dos Santos, representante da deputada federal Adriana Accorsi (PT). 

Após abrir o encontro, Mauro Rubem historiou a construção da unidade de radioterapia, iniciada ainda no governo Dilma Rousseff (PT), e que ficou paralisada por um longo período, e agora, no governo Lula (PT), foi retomada e concluída. Ele disse que o objetivo da audiência pública é mostrar a estrutura já existente e dimensionar as próximas ampliações necessárias para que o centro de radioterapia possa dobrar o número de atendimentos, chegando a sua capacidade total.

“O Hospital Araújo Jorge é o centro de referência de oncologia em Goiás e dispõe de um serviço de muita qualidade, mas já funciona com sobrecarga imensa e esse centro pode ajudar muito a resolver esses gargalos. Entretanto, é necessário que se façam ampliações para que os serviços possam se somar e gerar maior qualidade nos atendimentos. Os pacientes oncológicos não podem esperar, precisam de respostas mais urgentes”, afirmou o legislador. 

Representantes e profissionais 

A enfermeira Vânia Ilário informou que a unidade foi inaugurada no final do ano passado, e está atendendo somente os pacientes encaminhados pelo HC. Ela explicou que a unidade conta com acelerador linear, um dos melhores equipamentos do mundo para a radioterapia, mas ainda assim, a unidade não consegue atender a quantidade de pacientes para a qual está preparada por necessitar concluir uma estrutura considerada básica.

De acordo com Vânia Ilário, é necessário que sejam implantadas linhas e pontos de ônibus para atender a população, estacionamento, lanchonete, construção de uma casamata para receber novos equipamentos e, por fim, a contratação de profissionais especializados. 

Frank Cardoso disse que essa audiência reforça o laço da Secretaria Municipal de Saúde com os serviços existentes no município,e com o próprio HC da UFG, que não é uma unidade municipal, mas oferta serviço pela rede SUS. 

“A Secretaria de Saúde de Goiânia também anseia por essas vagas, já que o HC é um grande parceiro que trabalha de forma coesa com o município, mas hoje carece de capacidade operacional e ampliação do serviço. Esse é sempre nosso foco, a gestão busca resolver com os recursos existentes e estamos atentos às prestações de serviços e a qualidade ofertada, trabalhando para que seja possível melhorar cada vez mais a qualidade da saúde”, disse o representante da Secretaria de Saúde de Goiânia.

Paciente

Maria Francisca da Silva disse que é paciente e usuária do SUS e, por isso, toma um remédio amargo desde o seu diagnóstico. Ela pontuou sua preocupação já que a unidade de radioterapia não foi completamente concluída. “Quero citar as emendas, pois temos dinheiro indo não se sabe para onde e enquanto isso os serviços ficam aguardando as ampliações tão necessárias. Também quero ressaltar a ausência dos verdadeiros sujeitos da audiência pública, que são os pacientes.”

Na sequência, a representante dos trabalhadores na Saúde, Marlene Soares, destacou que  sabe o quanto é gratificante trabalhar no SUS. Disse que pegou covid três vezes e ficou com muitas sequelas. “Mas ainda assim tenho o maior orgulho de ser trabalhadora do SUS.”

Ela pontuou diversos procedimentos que devem ser criados pelo sistema para garantir melhor qualidade na saúde. Segundo ela, as organizações sociais (OSs) enfraquecem muito o sistema pelo alto custo, alta rotatividade, baixa qualidade no atendimento e falta de capacitação. 

Alair Luis dos Santos afirmou que a deputada federal Adriana Accorsi também se preocupa muito com a questão do atendimento à saúde no Estado, tendo disponibilizado várias emendas para melhorar o atendimento nesta área tão fundamental para a vida humana. “No interior os atendimentos básicos já são difíceis, a maioria dos municípios precisa de encaminhamento para outros centros ou para a capital. A saúde é o ponto central da vida humana e precisa receber maior atenção.” 

Após as falas dos componentes da mesa, o deputado abriu a fala para os participantes. Enfermeira do HC, Divina Fernandes discorreu sobre a luta pela implantação do centro de radioterapia e atua para isso ocorrer, seja pela estrutura ou pelo chamamento dos concursados. “É um orgulho grande ver que tudo isso se tornou realidade, uma das maiores dificuldades agora é o transporte dos usuários, que muitas vezes não conseguem chegar até lá, são muito carentes e não têm dinheiro nem para o transporte.”

Ela lembrou que outra coisa muito básica é o lanche, pois esses pacientes muitas vezes só recebem alimentação porque os funcionários fazem vaquinha para disponibilizar o lanche para eles. 

Novo serviço

O serviço de radioterapia do HC-UFG foi inaugurado em 12 de dezembro de 2025 e representa um avanço significativo na assistência oncológica em Goiás. A unidade conta com um acelerador linear, equipamento de alta tecnologia utilizado no tratamento do câncer, sendo o primeiro e único no estado a oferecer esse tipo de tratamento exclusivamente pelo SUS, de forma totalmente gratuita. 

O equipamento, instalado no prédio próprio do serviço,recebeu investimento total de R$ 8,5 milhões, enquanto a obra de estrutura física contou com cerca de R$11 milhões. Os recursos são provenientes dos ministério da Saúde e da Educação, por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pela gestão do hospital. O novo serviço integra o programa Agora tem Especialistas, que visa ampliar a capacidade de atendimento oncológico no país e reduzir o tempo de espera na rede pública. 



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