quinta-feira, março 19, 2026

A teia se expande: de R$ 38 milhões a quase R$ 95 milhões em contratos Reag-Ibaneis


 

A cordinha que liga o Palácio do Buriti ao escândalo do Banco Master ganha novos elos e valores cada vez maiores. Contratos milionários com fundos da Reag, assinatura do governador como avalista e triangulações com o Banco Original mostram que o que era suspeita de mercado virou crise institucional profunda.

O que começou com um contrato estranho de R$ 38 milhões entre o escritório de advocacia de Ibaneis Rocha e fundo ligado à Reag (gestora investigada pela PF como braço de lavagem e ocultação de recursos do Banco Master) agora explode em escala: relatórios do Coaf e documentos da CPI do INSS revelam repasses que somam quase R$ 95 milhões. No centro, dois grandes movimentos em 2023: o fundo Laguz I (gerido pela Reag e com cotista único o Banco Original, dos irmãos Batista) transferiu R$ 42,9 milhões ao Ibaneis Advocacia e Consultoria. Oficialmente, “venda de honorários de precatórios” — mas com deságio brutal: dos R$ 42,9 milhões cedidos, o escritório alega ter recebido apenas R$ 15,2 milhões em dinheiro vivo. O resto? Deságio ou outra coisa? A PF e a CPI querem saber.

A triangulação fica mais clara: enquanto o escritório negociava com fundos da Reag, o governo Ibaneis firmava acordo com o Banco Original para crédito consignado aos servidores do DF — processo supervisionado pelo BRB (acionista majoritário do governo), ignorando a Secretaria de Economia e sem licitação aparente. O TCDF já apura se houve irregularidade. E o elo pessoal? Documentos cartorários do Cartório JK mostram a assinatura de Ibaneis Rocha não só como representante, mas como avalista e responsável solidário em contratos com esses fundos. A Ibaneis Agropecuária, empresa do governador, aparece como garantidora. A versão de “afastamento total do escritório em 2018” desmorona.

Novos atores surgem na teia: Jacques Wagner (PT-BA), apontado em relatórios como receptor de R$ 11 milhões do Banco Master (via Daniel Vorcaro), entra no radar. E o timing não é coincidência — entre hoje e amanhã (19-20/03/2026), a delação premiada de Vorcaro deve ser fechada. O banqueiro, preso na Operação Compliance Zero por fraudes, milícia privada e invasões ao FBI, tem tudo para abrir o jogo sobre interlocutores em Brasília. Ibaneis, com encontros organizados por lobista Leonardo Valverde e defesa pública da compra do Master pelo BRB, surge como alvo lógico de delação. O clima no Buriti deve estar pesado: pedidos de impeachment e prisão preventiva já tramitam no STF, PL rompeu, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis se distanciam.

A teia não para de crescer: mais dinheiro, mais nomes, mais conexões entre o escritório da família do governador, fundos da Reag/Master e instituições públicas do DF. O rombo de R$ 12,2 bilhões no BRB já é pago com patrimônio público (imóveis como garantia) e diluição do Iprev. Agora, a investigação avança para o coração do poder político. Se a delação de Vorcaro confirmar o que os documentos já sugerem, 2026 pode começar com uma crise institucional sem precedentes no Distrito Federal. O povo do DF merece saber: quem sabia, quem facilitou e quem lucrou com a maior lambança bancária do ano?

#TeiaMasterBuriti #IbaneisRocha #ReagInvestimentos #BancoMaster #DanielVorcaro #DelaçãoVorcaro #BRBRombo #PoliticaDF #Eleicoes2026 #GDF2026



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A cordinha que liga o Palácio do Buriti ao escândalo do Banco Master ganha novos elos e valores cada vez maiores. Contratos milionários com fundos da Reag, assinatura do governador como avalista e triangulações com o Banco Original mostram que o que era suspeita de mercado virou crise institucional profunda.

O que começou com um contrato estranho de R$ 38 milhões entre o escritório de advocacia de Ibaneis Rocha e fundo ligado à Reag (gestora investigada pela PF como braço de lavagem e ocultação de recursos do Banco Master) agora explode em escala: relatórios do Coaf e documentos da CPI do INSS revelam repasses que somam quase R$ 95 milhões. No centro, dois grandes movimentos em 2023: o fundo Laguz I (gerido pela Reag e com cotista único o Banco Original, dos irmãos Batista) transferiu R$ 42,9 milhões ao Ibaneis Advocacia e Consultoria. Oficialmente, “venda de honorários de precatórios” — mas com deságio brutal: dos R$ 42,9 milhões cedidos, o escritório alega ter recebido apenas R$ 15,2 milhões em dinheiro vivo. O resto? Deságio ou outra coisa? A PF e a CPI querem saber.

A triangulação fica mais clara: enquanto o escritório negociava com fundos da Reag, o governo Ibaneis firmava acordo com o Banco Original para crédito consignado aos servidores do DF — processo supervisionado pelo BRB (acionista majoritário do governo), ignorando a Secretaria de Economia e sem licitação aparente. O TCDF já apura se houve irregularidade. E o elo pessoal? Documentos cartorários do Cartório JK mostram a assinatura de Ibaneis Rocha não só como representante, mas como avalista e responsável solidário em contratos com esses fundos. A Ibaneis Agropecuária, empresa do governador, aparece como garantidora. A versão de “afastamento total do escritório em 2018” desmorona.

Novos atores surgem na teia: Jacques Wagner (PT-BA), apontado em relatórios como receptor de R$ 11 milhões do Banco Master (via Daniel Vorcaro), entra no radar. E o timing não é coincidência — entre hoje e amanhã (19-20/03/2026), a delação premiada de Vorcaro deve ser fechada. O banqueiro, preso na Operação Compliance Zero por fraudes, milícia privada e invasões ao FBI, tem tudo para abrir o jogo sobre interlocutores em Brasília. Ibaneis, com encontros organizados por lobista Leonardo Valverde e defesa pública da compra do Master pelo BRB, surge como alvo lógico de delação. O clima no Buriti deve estar pesado: pedidos de impeachment e prisão preventiva já tramitam no STF, PL rompeu, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis se distanciam.

A teia não para de crescer: mais dinheiro, mais nomes, mais conexões entre o escritório da família do governador, fundos da Reag/Master e instituições públicas do DF. O rombo de R$ 12,2 bilhões no BRB já é pago com patrimônio público (imóveis como garantia) e diluição do Iprev. Agora, a investigação avança para o coração do poder político. Se a delação de Vorcaro confirmar o que os documentos já sugerem, 2026 pode começar com uma crise institucional sem precedentes no Distrito Federal. O povo do DF merece saber: quem sabia, quem facilitou e quem lucrou com a maior lambança bancária do ano?

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