O dia 25 de fevereiro, que marca a criação do Ministério das Comunicações, é uma data que remete diretamente à história do desenvolvimento institucional do Brasil e à consolidação da comunicação como um direito essencial da sociedade. Mais do que celebrar a criação de um órgão federal, a data simboliza a evolução dos meios de informação, a ampliação do acesso à comunicação e a importância das políticas públicas voltadas à conectividade e à inclusão digital.
Ao longo do tempo, a comunicação deixou de ser apenas um instrumento técnico para se firmar como um dos pilares da vida democrática, permitindo que cidadãos acompanhem as ações do poder público, participem do debate social e tenham acesso a informações de interesse coletivo.
Desde sua criação, o Ministério das Comunicações assumiu a responsabilidade de organizar e coordenar ações voltadas à radiodifusão, às telecomunicações e, posteriormente, às novas tecnologias de informação. A atuação da pasta acompanhou transformações profundas da sociedade brasileira, desde a popularização do rádio e da televisão até a expansão da telefonia móvel e da internet.
Esses avanços contribuíram para integrar o território nacional, reduzir distâncias regionais e fortalecer a circulação de informações, aspectos fundamentais para o desenvolvimento econômico, social e institucional do país.
Na atualidade, a comunicação ocupa papel central no cotidiano da população. O acesso à internet e às plataformas digitais passou a ser decisivo para a educação, para o trabalho, para a inovação e para a prestação de serviços públicos. Nesse cenário, as políticas públicas de comunicação ganham ainda mais relevância, especialmente no enfrentamento das desigualdades regionais e sociais.
Garantir que a informação chegue de forma ampla, plural e acessível tornou-se um dos principais desafios do poder público, reforçando a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura, conectividade e educação digital.
Impactos nos estados e municípios
As ações voltadas ao fortalecimento da comunicação refletem diretamente na realidade dos estados e municípios. A melhoria dos meios de comunicação facilita a gestão pública, amplia o acesso a serviços essenciais e contribui para o desenvolvimento regional, sobretudo em localidades mais afastadas dos grandes centros urbanos, exercendo papel essencial na consolidação da democracia.
Em Goiás, os avanços na área têm colaborado para a modernização do Estado, favorecendo o crescimento econômico, a inovação e a aproximação entre o poder público e a população. No âmbito estadual, a Alego exerce papel relevante na promoção da comunicação pública. A Casa mantém uma estrutura voltada à transparência e ao acesso à informação, assegurando que a sociedade acompanhe de forma clara e objetiva os trabalhos parlamentares.
A atuação integrada das diretorias e seções responsáveis pela comunicação institucional permite a cobertura jornalística das atividades legislativas, a difusão de conteúdos nos meios digitais e a transmissão das sessões e eventos institucionais, fortalecendo o controle social e a participação cidadã. Esse trabalho é conduzido de forma integrada por diferentes diretorias e seções, que atuam de maneira complementar para garantir informação pública de qualidade, acessível e confiável.
A Diretoria de Comunicação é responsável pela produção, organização e difusão de conteúdos institucionais sobre a atuação parlamentar e administrativa da Casa. Vinculada a essa diretoria está a Agência Assembleia de Notícias, que desempenha papel central na cobertura jornalística das sessões plenárias, reuniões de comissões, audiências públicas, eventos institucionais e demais atividades legislativas, assegurando à população informações precisas, atualizadas e de interesse público.
Também sob a responsabilidade da Diretoria de Comunicação, a seção de Mídias Digitais atua na gestão e atualização dos canais digitais da Assembleia Legislativa, ampliando o alcance das informações por meio das plataformas online e redes sociais. O trabalho desenvolvido nessa área contribui para aproximar o Parlamento do cidadão, fortalecendo a comunicação direta, ágil e interativa com a sociedade.
A estrutura comunicacional da Alego conta ainda com a Assessoria Adjunta de Publicidade, responsável pelo planejamento e pela execução das ações institucionais de divulgação, campanhas educativas e informativas, sempre observando os princípios da legalidade, impessoalidade e interesse público.
De forma complementar, a Diretoria de Gestão de TV responde pela TV Assembleia Legislativa, canal que desempenha papel fundamental na transmissão ao vivo das sessões plenárias, audiências públicas e eventos institucionais, além da produção de programas informativos e educativos. A TV Assembleia amplia a transparência dos trabalhos legislativos, permitindo que a população acompanhe, em tempo real, as decisões e debates que impactam o Estado de Goiás.
Essa estrutura integrada fortalece a comunicação pública, a democracia e o direito à informação, princípios que dialogam diretamente com o significado do Dia da Criação do Ministério das Comunicações.
Na avaliação do deputado José Machado (PSDB), parlamentar ativo no uso da comunicação como ferramenta para o bom andamento do seu mandato junto à sociedade, a comunicação é parte indissociável da vida cotidiana e um instrumento fundamental para o desenvolvimento social e econômico. Segundo o parlamentar, a atuação do Ministério das Comunicações tem como essência garantir que a informação chegue a todos de forma justa, acessível e democrática. “A comunicação faz parte do nosso dia a dia. Está na rádio que informa, na televisão que orienta, no celular que conecta e na internet que leva conhecimento, oportunidade e esperança”, afirmou.
Para ele, o Dia da Criação do Ministério das Comunicações vai além de um marco administrativo. “É uma data para lembrar o quanto a comunicação é importante na vida das pessoas e como ela tem o poder de aproximar famílias, encurtar distâncias e abrir caminhos para o desenvolvimento do nosso país e do nosso Estado de Goiás”, pontuou.
O deputado também ressaltou que, apesar dos avanços tecnológicos, o desafio de garantir o acesso universal à comunicação permanece atual. “Saímos do tempo das cartas e dos rádios de pilha para uma era em que quase tudo acontece na palma da mão, mas a importância de garantir que ninguém fique para trás continua sendo uma vertente. Comunicação não pode ser privilégio, tem que ser direito”, enfatizou.
Ao falar sobre a realidade goiana, o parlamentar destacou os impactos diretos da conectividade no crescimento dos municípios. “Um município conectado é um município que cresce. É mais emprego, mais renda e mais oportunidades. É o pequeno comerciante vendendo pela internet, o produtor rural acompanhando o mercado e o jovem estudando sem sair de casa”, exemplificou.
Ele também chamou atenção para a relevância da comunicação na área da saúde, especialmente em um estado com grandes dimensões territoriais. “Informações bem divulgadas orientam a população, previnem doenças e salvam vidas. A tecnologia permite que exames, consultas e acompanhamentos cheguem a lugares onde antes isso era muito difícil”, afirmou.
Por fim, o deputado reforçou a necessidade de atuação contínua do poder público para superar desigualdades no acesso à conectividade. “Ainda existem famílias sem internet de qualidade, com sinal fraco ou inexistente. Por isso, além de celebrar, é preciso reafirmar o compromisso com uma comunicação mais humana, acessível e inclusiva, que una, informe e transforme vidas”, concluiu.
Democracia, liberdade e os desafios do tempo presente
Neste contexto, podemos dizer, portanto, que celebrar o Dia da Criação do Ministério das Comunicações é também olhar para o futuro. E ao refletir sobre isso é, sobretudo, refletir sobre o fortalecimento da democracia e da liberdade de expressão. Em sociedades democráticas, a comunicação livre, plural e responsável é um dos pilares que garantem o direito à informação, o debate público qualificado e a participação cidadã nas decisões que impactam a vida coletiva.
Ao longo da história, a ausência de comunicação livre esteve diretamente associada a regimes autoritários e ditatoriais, nos quais o controle da informação, a censura e a restrição ao acesso aos meios de comunicação foram utilizados como instrumentos de dominação e silenciamento da sociedade. Nessas realidades, a falta de transparência compromete direitos fundamentais e enfraquece a própria noção de cidadania.
No cenário contemporâneo, marcado por intensas transformações tecnológicas e pela circulação acelerada de informações, os desafios tornam-se ainda mais complexos. A ampliação do acesso às plataformas digitais, ao mesmo tempo em que fortalece a democratização da informação, exige responsabilidade institucional, compromisso com a verdade e o enfrentamento da desinformação, fenômeno que ameaça a confiança nas instituições e o equilíbrio do debate público.
Nesse contexto, o futuro das comunicações passa pela consolidação de políticas públicas que assegurem liberdade de expressão, diversidade de vozes e acesso universal à informação de qualidade. A comunicação pública, exercida de forma ética e transparente, assume papel estratégico na preservação do regime democrático, na promoção dos direitos humanos e no fortalecimento das instituições.
Celebrar o Dia da Criação do Ministério das Comunicações, portanto, é também reafirmar a importância da comunicação como instrumento de liberdade, cidadania e democracia, especialmente diante dos acontecimentos atuais que reforçam a necessidade de defender o acesso à informação livre, responsável e plural como valor essencial da sociedade brasileira.
