Leandro Mota Pereira, 37 anos, conhecido como Pai Leandro de Oxóssi, tinha mandado de prisão em aberto por estupro de vulnerável e é investigado por pelo menos quatro outros casos em Sobradinho.
Leandro Mota Pereira, 37 anos, conhecido como Pai Leandro de Oxóssi, foi preso na terça-feira (10/02/2026) por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em Sobradinho II, no Distrito Federal. O pai de santo estava foragido desde agosto de 2025 e foi capturado em condomínio residencial, escondido embaixo da cama em um quarto. Duas mulheres atenderam os policiais no portão, enquanto o suspeito tentou fugir pelos fundos.
Contra ele havia mandado de prisão em aberto pelo crime de estupro de vulnerável. A Polícia Civil do DF investiga o pai de santo por pelo menos outros quatro estupros contra mulheres e uma adolescente de 17 a 30 anos que frequentavam terreiro de umbanda em Sobradinho. Após a prisão, ele foi encaminhado à 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II).
As vítimas eram dopadas, coagidas e ameaçadas. Leandro simulava incorporações de entidades, afirmando que relações sexuais eram determinadas por espíritos, explorando a fé das mulheres. Os crimes ocorreram entre maio de 2024 e junho de 2025, sempre no contexto do terreiro.
Em um caso, uma adolescente de 17 anos foi convidada para passar fins de semana na propriedade rural do terreiro. Leandro oferecia chá ou suco, e a vítima acordava com cólicas e sangramentos. Em uma noite, após tomar apenas um gole, acordou com o religioso nu sobre ela. Ele tampou sua boca para evitar gritos e consumou o estupro. No dia seguinte, ameaçou: se contasse, o irmão dela pagaria, e faria “macumba” para matá-lo. Os abusos duraram semanas, com sussurros como “O Zé já me falou que você quer”, simulando incorporação de Zé Pilintra.
Outra vítima buscou o terreiro por cura e proteção espiritual. Após meses frequentando, Leandro a convidou para a loja de artigos religiosos, onde afirmou precisar “ensiná-la algo” e disse: “Vamos começar a transar e ninguém vai ver”. Ele a obrigou a relações sexuais na loja e em sua casa por semanas. Ameaçou dizendo ter hackeado seu celular e ver mensagens. Em um episódio, amarrou suas mãos e bateu com cinto nas costas e nádegas, prosseguindo apesar dos pedidos para parar. A vítima mudou de cidade e telefone para escapar.
Procurado pela coluna, Leandro negou as acusações: “Eu nunca tive qualquer relação sexual, consentida ou não, com esta pessoa, jamais dopei ninguém com chá ou qualquer outra bebida”. Afirmou que vítimas passavam fins de semana acompanhadas, nunca sozinhas com ele, e que nunca houve estupro ou ameaça. Sobre hackeamento e agressões, disse não saber fazer e nunca ter agredido ou estuprado.
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