Negociações seguem sem avanço enquanto Moscou insiste em concessões territoriais no acordo proposto pelos EUA.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou que a Ucrânia não aceitará ceder áreas ocupadas pela Rússia, mesmo com as negociações sobre um plano de paz apoiado pelos Estados Unidos ainda em andamento. O líder afirmou que tal concessão violaria a Constituição ucraniana e o direito internacional.
Moscou mantém a posição de que um acordo para encerrar o conflito deve incluir mudanças territoriais. A proposta inicial do governo norte-americano, elaborada pelo presidente Donald Trump, incluía pontos alinhados a essa exigência. No domingo, Trump afirmou que Zelensky ainda não havia lido a versão mais recente do documento.
Durante deslocamento para Bruxelas, onde se reuniria com representantes da União Europeia, Zelensky declarou que houve progresso nas discussões e que um plano revisado seria enviado aos EUA. Segundo ele, o texto foi reduzido de 28 para 20 pontos, após a retirada de itens considerados desfavoráveis à Ucrânia.
O presidente ucraniano encontrou líderes do Reino Unido, França e Alemanha em Londres para tratar de garantias de segurança e da situação no leste do país. Ele destacou a necessidade de alinhamento entre os aliados europeus e os EUA para avançar na busca por um acordo.
Zelensky afirmou que a Ucrânia depende do apoio militar e diplomático ocidental, especialmente para lidar com os combates e com eventuais propostas de cessar-fogo. Os líderes europeus reforçaram o compromisso de manter assistência e apoio ao governo ucraniano.
As negociações seguem sem previsão de conclusão. A principal divergência envolve o futuro das regiões ocupadas pela Rússia, enquanto a diplomacia internacional tenta encontrar alternativas que permitam o encerramento das hostilidades.








